Etiqueta | BlogPop, Feito por Anônimos

Etiqueta global

Posted under Etiqueta por @RachelKrishna on quinta-feira 13 agosto 2009 at 1:42 PM

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As empresas brasileiras, por causa do desempenho econômico do país, estão atraindo olhares — e visitantes — estrangeiros. Com tantas culturas diferentes, a maneira como você se comporta pode ser decisiva na hora de fechar aquele contrato de venda ou conseguir um emprego novo. “As principais gafes dos brasileiros no contato com executivos de outros países são os atrasos”, diz a consultora de imagem Renata Mello. O hábito de tocar nas pessoas e o de interromper enquanto o outro fala também podem causar problemas. “Nas viagens ao exterior deixe o anfitrião ditar as regras, evite comandar ou dar sugestões. O ideal é observar e só se pronunciar se for questionado”, diz a consultora. Veja algumas dicas para não atropelar a cultura de outro país e se dar bem em reuniões globalizadas.

No trabalho

Conversar tocando no seu interlocutor ou muito perto dele normalmente constrange os estrangeiros. Melhor é ser cordial, mas manter distância.

Não force uma intimidade logo de cara, perguntando sobre família e gostos pessoais para um árabe. Isso é falta de educação.
Na Rússia, a conversa sobre assuntos particulares é uma forma que os russos mantêm para conquistar a confiança e o respeito do convidado.
Não se impressione se, durante uma reunião, os japoneses fecharem os olhos por alguns segundos. “Eles estão apenas fazendo um power nap, uma forma de se refazer e voltar a prestar atenção”, diz Paula Caíres, líder de desenvolvimento humano da Serasa Experian, que trabalhou para a Toyota na Bélgica.
Carlo Calabro, gerente da consultoria BCG em São Paulo, trabalhou no escritório da empresa em Paris e vê as diferenças.
“Aqui, as pessoas apreciam se você concorda e cria consenso durante uma reunião. Na França, ninguém notará sua presença se você não discordar.”
Depois de um ano na Inglaterra, Fabio Oliveira, gerente da Business School São Paulo, chama a atenção para o gosto por objetividade. “É necessário ser assertivo nas explicações. Barganhar não é bem visto em um primeiro encontro na Inglaterra.”

Cumprimentos

O aperto de mão é o cumprimento profissional internacional. Porém, muitos países ainda mantêm seu próprio jeito de cumprimentar as pessoas, que muitas vezes não é feito de forma calorosa como aqui no Brasil. Portanto, observe primeiro e apenas repita o gesto de seu interlocutor, em vez de chegar dando beijinhos.

Cartão de visitas

Conforme a etiqueta asiática, tudo o que se oferece e recebe deve ser feito com as duas mãos, inclusive a troca de cartões.
No Japão, o cartão de visita é “considerado parte da identidade do seu dono”, segundo o livro Linguagem do Corpo no Trabalho, de Peter Clayton e Regina Sotto Maior. Por isso, ao recebê-lo, leia com atenção e coloque-o em
cima da mesa. Ao fim da reunião, procure guardá-lo dentro da carteira.

Álcool

Para os franceses, recusar uma taça de vinho durante um almoço de negócios é um desrespeito.
Na Rússia, reuniões regadas a álcool são normais. O especialista em fusões e aquisições Roberto Aldworth lembra que quando trabalhava para a AmBev esteve no país e precisou “matar” uma dose de vodca antes da negociação, às 9h da manhã. “Durante quatro horas, tínhamos que brindar várias vezes e um assessor sempre enchia os copos”, conta.

Presentes

É normal que os japoneses mais tradicionais recusem três vezes um presente antes de aceitá-lo. Se for receber um, não abra diante de todos. Quem dá a lembrança não pode correr o risco de não ter agradado na frente dos outros.
No mundo árabe, presentear a sós pode ser considerado suborno. Melhor fazê-lo na presença dos demais.

Fonte: Abril

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Etiqueta na praia

Posted under Etiqueta por @RachelKrishna on sábado 25 julho 2009 at 5:41 PM

 Etiqueta na praia

Então você montou seu kit de sobrevivência na areia, comprou o biquíni da temporada, escolheu as flip flops mais exclusivas e desembarcou na praia, certo? Pois pode ter certeza que nada disso adianta se você não ficar atenta às regrinhas quase subliminares de convivência pacífica – e educada – das areias.

* Saiba – literalmente – onde está pisando! Cada trecho tem sua tribo e cada tribo tem suas regras. Se você está na área dos surfistas, nem adianta achar que as pranchas que atrapalham seu mergulho estão sem razão (ainda que estejam!).

* Praia não é balada! Um brinquinho que enfeita aqui e, okay, um rímel TRANSPARENTE ali até são permitidos. Agora, se emperequetar de jóias e exagerar no make pra ir à praia? Nem pensar! Além de desapropriado, é perigoso e desconfortável. Capriche no biquíni e na coleção de filtro
solar!

* Lotação esgotada! Em areias mais concorridas, toda atenção é pouco. Caminhe com cuidado (banho de areia é a última coisa que alguém procura nessa vida, né?), ocupe seu espaço com moderação (não é o melhor local nem o melhor momento para estrear sua canga king-size) e não deixe sua barraca fazer sombra no vizinho quase íntimo (se ele quer tostar no sol, o problema é dele e do dermatologista dele, certo?).

* Cuidado com as antenas! Atire a primeira pedra aquele que nunca foi a praia sozinho e ficou ligado no papo dos vizinhos de canga. Por isso, muita atenção com o que fala – e em que volume. Nunca se sabe quando a solitária ao lado é amiga do amigo do amigo do tema da sua conversa. Lei de Murphy existe, sabia?

* Dia de beauté se faz em casa! Não vou tecer nenhum comentário a respeito de quem acha que a praia é o melhor lugar pra se esfoliar, pra se hidratar, pra se clarear (!!!!) ou pra se depilar. Apenas digo que não, não é lugar pra isso!

* Cofrinho de verão! Se a praia é lugar de gastos pequenos, não desembarque na areia com suas notas de cem reais recém-saídas do banco especialmente para as férias. O vendedor – que anda debaixo de sol vendendo coisas baratas – vai ficar bravo, com razão, se for obrigado a trocar seu dinheiro (e ninguém está atrás de irritação no verão, né?!).

O que compromete o dia mais que perfeito na praia?
* Aquele grupinho que resolve jogar futebol na beira do mar bem em frente à sua canga – e, pior ainda, chuta a bola com a força de quem disputa final no Maracanã
* Os chinelos “ventiladores de areia” – pessoas que caminham de um jeito que inexplicavelmente vai distribuindo areia por todos os lados
* Os vendedores carismáticos – que não apenas anunciam seu produto, mas também gritam gracinhas (nem sempre divertidas) com toda a força de seus pulmões
* Os filhos de Iemanjá – que se acham praticamente donos do mar e te atropelam onde quer que você tente mergulha.

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Respeito ao próximo é a essência da etiqueta

Posted under Etiqueta por @RachelKrishna on segunda-feira 13 julho 2009 at 2:57 PM

Geralmente, muita gente torce o nariz quando ouve falar em etiqueta. É como se esse assunto só dissesse respeito a pessoas ricas e esnobes. Os especialistas explicam, porém, que essa visão é completamente equivocada. Requinte, boas maneiras e elegância vão muito além do modo como dispomos os talheres numa mesa de jantar ou da forma como manuseamos o garfo de peixe.

“Etiqueta é uma ‘ética’ do convívio cotidiano”, explica Angélica Santini, coordenadora do curso de publicidade e propaganda das Faculdades Integradas de Bauru (FIB). “As boas maneiras não têm nada de elitismo. Pelo contrário, são sinal de respeito para com o semelhante. É você não machucar, não ultrapassar limites e ser tolerante com o próximo”, afirma a educadora e consultora de etiqueta Glorinha Braga Ortolan.

Todos os povos têm suas regras de etiqueta. É possível encontrar referência às boas maneiras até na Bíblia. No capítulo 7 de seu Evangelho, o apóstolo Marcos narra que “os fariseus, apegando-se à tradição dos antigos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos”.

Em outra passagem das Escrituras, Lucas traz um episódio em que Jesus foi convidado para uma refeição na casa de um fariseu. Ao entrar na residência, o correto seria que o anfitrião oferecessse água para os pés de Jesus. Em seguida, deveria ter-lhe dado um beijo no rosto, em sinal de boas-vindas. Por fim, deveria ter ungido a cabeça do Messias com óleo perfumado.

O fariseu não seguiu nenhuma das regras de boa maneira, em vigor na época. Coube a “uma certa mulher, conhecida naquela cidade como pecadora”, dar o tratamento adequado a Jesus. “Ao saber que ele estava à mesa na casa do fariseu, trouxe um frasco de alabastro com perfume. Colocando-se por detrás dele e chorando, começou a banhar-lhe os pés com lágrimas; enxugava-os com os cabelos e beijava-os, ungindo-os com perfume”, narra Lucas.

Famoso por suas pinturas, o artista renascentista Leonardo Da Vinci exerceu inúmeras profissões, entre elas, as de “conselheiro para as edificações” e “mestre de festas e banquetes” na corte do duque Ludovico Sforza, de Milão. No final do século 15, ele escreveu um pequeno tratado sobre boas maneiras intitulado “Acerca do comportamento impróprio à mesa do meu amo”.

Entre as recomendações feitas por Leonardo estavam: não colocar os pés sobre a mesa; não tirar comida do prato do vizinho; não retirar comida da mesa, colocando-a na bolsa ou na bota para consumo ulterior; não soltar pássaros em cima da mesa e nem fazer o mesmo com cobras ou escaravelhos.

Já nessa época, começaram a surgir na Inglaterra os primeiros manuais de boas maneiras. O termo etiqueta surgiu na França, no século 17. Durante seu reinado, Luís XIV tinha o hábito de confeccionar bilhetinhos (denominados “étiquettes”) para instruir seus convidados sobre como se comportar nas festas da corte.

Com o passar do tempo, a etiqueta ultrapassou os limites das grandes ocasiões sociais e passou a ser aplicada em todos os aspectos da vida cotidiana. Existem regras de bom comportamento no trabalho, em casa, na rua, ao telefone, no restaurante e até na Internet – ou “netiqueta”, como costumam brincar os especialistas da área (leia mais no quadro ao lado).

“Etiqueta é saber falar quando se pode falar; ouvir quando é momento de ouvir; saber se relacionar no trânsito, no trabalho e nas ruas; saber como se colocar à mesa”, diz Angélica Santini. “O que uma pessoa que não tem etiqueta pode esperar alcançar no trabalho?”, questiona ela.

“Gentileza gera gentileza”, lembra Glorinha. E comportamentos inconvenientes? – alguém poderia perguntar. “Isso abala a vida do indivíduo, pois ela acaba se tornando uma pessoa indesejável”, acredita Angélica. Para Glorinha, os segredos da etiqueta estão na simplicidade e no respeito ao próximo.

Satisfação pessoal foi o que motivou a secretária Rosângela Linares Fallavena, 45 anos, a buscar aulas de boas maneiras. “Antigamente, eu costumava andar e me sentar de maneira errada, e por isso tinha muitas dores nas costas. Hoje, consegui corrigir minha postura e o incômodo na coluna passou.”

Fonte: Jornal da Cidade

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Etiqueta na academia

Posted under Etiqueta por @RachelKrishna on sexta-feira 10 julho 2009 at 2:13 AM

Tão grande quanto a variedade de exercícios oferecidos nas academias são as reclamações de alunos quando se trata do comportamento dos colegas. Afinal, em um mesmo ambiente estão reunidas pessoas dos mais variados perfis, que podem ter como único ponto comum a busca por um corpo mais saudável.

academia2gn1 Etiqueta na academia

Equipamento desorganizado: Ao terminar a atividade física, especialmente na musculação, muita gente não se preocupa em guardar o material usado no local correto, deixando halteres pelo chão ou anilhas nos equipamentos. Resultado: o trabalho acaba sobrando para o próximo usuário, que muitas vezes arca com um peso muito maior do que o que está acostumado para poder liberar o espaço e fazer seu exercício. Ainda que os professores tentem deixar tudo no lugar, nos horários de pico nem sempre isso é possível, por isso é “educado” devolver os itens ao seu local de origem.

Suor alheio: Tão desagradável quanto carregar o peso dos outros, é usar um equipamento e se deparar com o suor do usuário anterior. O uso de uma toalha durante a atividade física já serve para contornar esse problema. Mesmo na esteira vale a pena levar o acessório, pois o suor pode respingar em quem estiver correndo ao lado. Muitas academias dispõem de um paninho ao lado do equipamento para que o aluno deixe o local limpo ao sair. Não custa usar.

suor Etiqueta na academia

Atrasos nas aulas: Um atraso de 10 minutos pode parecer insignificante, mas em uma aula, já é o suficiente para atrapalhar a concentração de quem estava ali desde o início, já acomodado com os equipamentos necessários e informado pelo professor sobre a atividade que será feita. Fisiologicamente falando também é ruim para o atrasado em questão, que acaba perdendo o aquecimento e as instruções iniciais, e fica sem saber direito o que está sendo realizado, podendo fazer exercícios incorretamente. Em caso de atraso, melhor optar por outra atividade aberta, até o horário da próxima aula.

Celular na hora errada: O simples ato de atender o telefone durante qualquer aula atrapalha tanto os demais alunos como o professor. Atender e ainda ficar conversando dentro da sala é o ápice de falta de educação. Se houver uma urgência que exija manter o celular ligado, o melhor é deixá-lo no modo vibrar e, caso toque, pedir licença e sair para atender, como costuma ser feito em reuniões de trabalho. É mais civilizado e não incomoda tanto.

Cheiros bons e ruins: Após um dia de trabalho, não é incomum exalar um cheiro ruim durante o treino. O problema é acreditar que as outras pessoas não estão sentindo, ou não se importar com isso. Vale a pena reforçar o desodorante, usar sempre roupas limpas e, se o caso for grave, tomar uma chuveirada antes da atividade física. Também há o lado oposto: aqueles que se produzem tanto para ir a academia que acabam exalando perfume até três esteiras adiante, sufocando quem tenta respirar enquanto corre. Em se tratando de academia, o melhor é evitar cheiros fortes, sejam eles ruins ou bons.

Tagarelice: Malhar com amigos ou fazer amizades na academia é um grande estímulo para manter a rotina de atividade física. Só é importante ter em mente que as demais pessoas que estão no local provavelmente não se interessam em participar da sua conversa. Vale a pena ficar ligado no tema da conversa (para não constranger quem está em volta), o volume do papo (para não competir com a música ambiente e com os professores). É importante também prestar atenção se a pessoa com quem você está puxando papo quer realmente interagir naquele momento, ou está tentando se concentrar nos exercícios.

Comedimento no vestiário: O vestiário da academia não é o banheiro da sua casa. Evite ficar pelado em situações em que isso não é absolutamente necessário, andando de um lado para o outro nu enquanto seca o cabelo, por exemplo. Um pouco de decoro é aconselhável para evitar constrangimentos. Também é de bom tom distribuir seus pertences pessoais em um espaço razoável, sem ocupar toda a extensão dos bancos ou da pia.

88 Etiqueta na academia

Revezamento de equipamentos: Se negar a revezar o equipamento é visto com muita antipatia pelos frequentadores de academia. Afinal, ajustar o aparelho novamente leva poucos segundos, e assim não se impede que outras pessoas possam dar continuidade aos seus exercícios durante a pausa necessária entre uma série e outra. Agora, ficar conversando no equipamento, pessoalmente ou no celular, enquanto os outros esperam para usá-lo, é uma falha imperdoável.

Piscina limpa: Os alunos de atividades aquáticas passam periodicamente por um exame médico obrigatório para ganhar o direito de frequentar a piscina. Entre um exame e outro, podem surgir problemas, como uma micose conquistada na praia, ou um machucado que exija um curativo adesivo. Para não contagiar outros alunos, e não passar pelo mico de ver um ferimento exposto enquanto o curativo sai boiando pela piscina, é mais recomendável evitar a atividade aquática durante um período, e adotar outros exercícios a seco nessa temporada.

Furando fila: Em algumas academias, aulas de running ou spinning podem ser tão concorridas que é preciso organizar uma fila de espera para atender todos os alunos, devido ao número limitado de equipamentos na sala. Assim, na hora de colocar o nome na lista disponível na recepção, nada de riscar o nome de outra pessoa para incluir o próprio. Além de pegar super mal, uma hora os professores podem descobrir e barrar a entrada do impostor na aula, tornando o vexame público.

Fonte:Uol

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Ainda se usa Dress-code?

Posted under Etiqueta por @RachelKrishna on quarta-feira 8 julho 2009 at 12:26 AM

Dress Code Ainda se usa Dress code?

De acordo com Gloria Kalil, ainda se usa e deve usar por ser uma indicação preciosa sobre o tom do evento para o qual estamos sendo convidados. Quem vai esclarecer as dúvidas é o dress-code.

Convite sem essa informação deixam as pessoas na insegurança. Afinal “nada pior do que estar vestido demais ou de menos em qualquer ocasião”.

Dica do BlogPop

Traje esporte - Pede roupa descomplicada. Para as mulheres,
vestido leve ou calça com blusinha, sem salto. Para os homens, camisa e
calça esportiva resolvem. Para ambos, é permitido o jeans, desde que
não esteja surrado. Mas nem pense em aparecer de bermuda e tênis.

Esporte fino, traje passeio ou tenue de ville - Nesse caso, há
um pouco mais de formalidade. Um salto e um vestido caprichado são
bem-vindos. Para os homens, não há necessidade de gravata, mas se pode
usar blazer sobre a camisa. Troque a calça jeans por uma de gabardine
ou brim.

Traje social, social completo ou passeio completo - As mulheres devem optar por vestidos de tecidos nobres (seda, musselina, bordados) e os homens, terno e gravata.

Black-tie ou traje a rigor - A indicação é smoking para os
homens e vestidos longos para as mulheres. Brilhos e joias completam o
visual feminino, como também um bom penteado.

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Veja 20 dicas para não escorregar na etiqueta

Posted under Etiqueta por @RachelKrishna on segunda-feira 6 julho 2009 at 7:03 PM

1) Bêbado em festa
Todo mundo sabe que bêbado é inconveniente, seja por excesso de
gentileza, seja por grosseria. Então a dica é estar preparado.
“Responda objetivamente o que ele quer saber e evite que vire uma
questão pessoal”, diz o consultor Fábio Arruda. “Se for seu amigo,
tire-o da festa e ponto”, determina a consultora de etiqueta Célia
Leão. A situação é irremediável, não há o que fazer para amenizar o
constrangimento. “Se não for seu amigo e a coisa estiver ficando feia,
simplesmente ignore e fuja”, conclui Fábio.

2) Comentários sobre plástica
“Nossa, como você está magra! Foi lipoaspiração?” Nunca, nunca faça
esse tipo de pergunta se quiser continuar viva. A mulher pode ter
passado à base de alface e água no último mês para perder quilos e você
simplifica o seu esforço com uma lipo? “Comente apenas que ela está
ótima e mais bonita. Se a pessoa quiser, vai contar o que fez”, ensina
a consultora de etiqueta. “Não faça perguntas sobre plásticas, idade,
situação financeira, a menos que tenha muita intimidade”, avisa Fábio.
Segundo ele, se a pergunta fatídica já feita e a resposta foi
atravessada, você ainda pode ter uma meia-gafe, basta sair do assunto
como se nada tivesse acontecido. E da próxima vez, pense antes de
falar.

3) Cabelo na comida
Se estiver jantando na casa de um amigo e achar um fio de cabelo na
comida, você avisa discretamente, certo? Errado. “Deixe o cabelo de
lado e, se for muito seu amigo, tente comer o restante, afinal é um
acidente que pode acontecer na sua casa também”, diz Célia. “Com
certeza, o fio de cabelo não fazia parte da receita, então mostrá-lo só
vai causar constrangimento ao anfitrião perante seus convidados”,
completa Fábio.

4) Memória fraca
A pessoa o cumprimenta com um forte abraço dizendo o seu nome, e você
não tem a mais remota idéia de quem seja. “A melhor saída é falar a
verdade antes de começar a conversa. Desculpe-se e diga que não se
lembra de seu nome”, recomenda a consultora. Para o consultor, isso é
falta de traquejo social. “Se a outra pessoa lembra seu nome
provavelmente vocês já foram apresentados e por que você esqueceu o
dela? A desculpa de memória péssima para nomes é uma desculpa
desgastada, assim como se referir à pessoa como querida ou querido”,
aconselha Fábio.

5) Beijo gripado
Se estiver muito doente, evite ao máximo. Desculpe-se e diga que está
gripado. “Não beijo nem meu marido nessa situação”, conta Célia. “Se
for o começo da gripe, não precisa ser tão radical”, pondera Fábio.
Muitos recomendam cumprimentar com um aperto de mão, mas os médicos
alertam que também podem transmitir vírus, já que são usadas para
assoar o nariz.

6) Crianças no restaurante
A mistura criança e restaurante combina com luz do dia. “Evite horários
noturnos e também os restaurantes muito formais”, sugere a consultora
Célia Leão. Se levar, os pais conhecem bem os filhos que têm e já sabem
o que esperar. “Se é preciso levar um arsenal de brinquedos para
entreter a criança, pondere se é tão necessário o filho estar presente
nessa ocasião”, sugere o consultor. Basicamente, a criança deve ficar
sentada à mesa pelo menos na hora de comer, além de mastigar de boca
fechada. “O comportamento da criança no restaurante espelha muito bem a
educação recebida em casa. Se a mãe sai atrás do filho pelo restaurante
para dar a comida na boca, isso deve acontecer em casa”, analisa a
consultora.

7) Fura-fila
O que fazer quando algum espertinho entra na sua frente depois de horas
esperando na fila? Apesar de inadmissível, os consultores são unânimes:
nada de barraco. “Reclamo educadamente com o próprio fura-fila e, se
não resolver, procuro o gerente do local”, diz Célia Leão. “Não combata
a falta de educação da mesma forma”, sugere Fábio.

8 ) Cachorros: é bom tê-los, mas onde metê-los?
Há shoppings e restaurantes que admitem cachorros, mas é importante
checar as exigências (no colo, com coleira, focinheira). De modo geral,
é importante ter em mente que nem todos morrem de amores pelo seu pet
como você. Então não queira que convivam com animais de estimação com o
mesmo entusiasmo. Para Fábio, é preciso avaliar se é tão essencial
levar o cachorro a certos locais. “Se for à casa de um amigo, pergunte
antes se pode levar o pet. Eu, por exemplo, vou dizer um não redondo”,
conta Célia, que tem dois gatos, mas ficam presos na hora de receber
visitas. O mesmo pode ser recomendado aos donos de cães, afinal não é
todo mundo que gosta de ser recebido com latidos, lambidas e pulos.

9) Fumo
O fumante é cada vez mais malvisto socialmente, já que por lei, é
proibido fumar em vários locais de uso comum. E, por essa razão, foram
criadas áreas destinadas aos fumantes. A consultora Célia Leão é
fumante e já elegeu seu fumódromo em casa – a varanda. “Quando recebo
visitas que não fumam, também não fumo. Se fumam, peço para irem à
varanda. E, na casa de amigos não fumantes, evito o cigarro”, diz. É
uma questão de bom senso e respeito.

10) No flagra
“Peguei o namorado de minha amiga com outra em um restaurante. O que
fazer?” Nada, finja-se de morta. “Não conte nem se for sua melhor
amiga”, aconselha Célia. Isso porque é difícil saber quais são os
acordos dos casais, fora que, se fizerem as pazes depois, é você que
vai ficar em maus lençóis, e eles numa boa. Fábio lembra o sábio ditado
popular: “Em briga de marido e mulher não se mete a colher”.

11) Benhê
Deixe os apelidinhos amorosos reservados a quatro paredes. “Cá entre
nós, são ridículos fora de contexto”, diz a consultora de etiqueta. E
quem pensa que está passando aos outros a impressão de intimidade do
casal, fique esperto: “Essa atitude transmite inadequação e
imaturidade”, conclui ela. “É o mesmo clima desagradável de dois
profissionais que falam na sua linguagem técnica sem se importar com os
demais ouvintes da roda”, exemplifica o consultor.

12) Namoro no trabalho
Aqui vale a adequação da famosa frase: “Amigos, amigos; negócios à
parte”. Deixe para depois do expediente qualquer assunto fora do âmbito
profissional. Ciúmes, beijinhos, comentários de duplo sentido devem ser
evitados e, se possível, não conte aos colegas sobre o namoro. Antes de
começar um relacionamento no local de trabalho, vale refletir: “Será
que ao terminar o namoro vou continuar a relação de trabalho?”. Pondere
se vale a pena começar.

13) Primeiro encontro
Seja você mesmo. Nada de mentiras e superproduções. Vista-se de acordo
com seu estilo, porém com mais cuidado. Todo mundo gosta de encontrar
com alguém bem tratado: banho tomado, perfume, barba feita e roupa bem
passada não fazem mal a ninguém. No entanto, use perfume com moderação,
já que o par pode ter alergia ou não gostar da fragrância. E quem paga
a conta? Segundo os consultores, é quem convida e, no primeiro
encontro, pressupõe-se que é o homem. “Demonstra cavalheirismo e
gentileza. O homem pode escolher um lugar mais simples, que caiba no
seu bolso, mas tem de pagar a conta”, aconselham. Nos próximos
encontros, o casal pode combinar e dividir, se for o caso.

14) À mesa
Muitos restaurantes sofisticados estão simplificando a etiqueta à mesa,
com apenas uma taça grande para o vinho – seja tinto ou branco – e dois
pares de talheres – para entrada e prato principal. “Chique é
economizar água, por isso atualmente só vai para a mesa o que é
necessário”, analisa Célia Leão. Mas continua sendo um luxo bons modos
e refinamento à mesa: mastigar de boca fechada, não falar de boca
cheia, não colocar os cotovelos em cima da mesa e saber manejar os
talheres. Para o consultor, é uma questão de bom senso. “O anfitrião
vai arrumar a mesa de forma que seus convidados saibam se portar, pois
não é o objetivo deixar as pessoas em situação desagradável.”

15) Dresscode
Ainda se usa? Segundo os consultores, sim, sim. Trata-se de uma valiosa
indicação no convite sobre o estilo do evento e como você deve ir
vestido. “É um passaporte para a festa e deve ser respeitado”, afirma
Fábio. Imagine ir a um evento vestido de jeans e encontrar todos de
traje social. No mínimo, você vai se sentir deslocado. Veja os
significados dos trajes solicitados nos eventos:

Traje esporte - Pede roupa descomplicada. Para as mulheres,
vestido leve ou calça com blusinha, sem salto. Para os homens, camisa e
calça esportiva resolvem. Para ambos, é permitido o jeans, desde que
não esteja surrado. Mas nem pense em aparecer de bermuda e tênis.

Esporte fino, traje passeio ou tenue de ville - Nesse caso, há
um pouco mais de formalidade. Um salto e um vestido caprichado são
bem-vindos. Para os homens, não há necessidade de gravata, mas se pode
usar blazer sobre a camisa. Troque a calça jeans por uma de gabardine
ou brim.

Traje social, social completo ou passeio completo - As mulheres devem optar por vestidos de tecidos nobres (seda, musselina, bordados) e os homens, terno e gravata.

Black-tie ou traje a rigor - A indicação é smoking para os
homens e vestidos longos para as mulheres. Brilhos e joias completam o
visual feminino, como também um bom penteado.

16) Enochatos
Hoje tem se confundido bons conhecimentos de vinho com exibicionismo.
Os conhecedores apreciam um bom vinho e, se percebem que há alguém à
mesa que também gosta, faz comentários sobre a bebida. Já o enochato
fala sempre para qualquer pessoa e, muitas vezes, estudou vinhos só
para mostrar que conhece. “Nesse caso, é melhor procurar uma confraria
onde todos se reúnem para falar de vinhos, já que ninguém é obrigado a
conhecer e gostar da bebida fora desse meio”, diz Célia.

17) Barulho no vizinho tarde da noite
A consultora de etiqueta Célia Leão só usa Havaianas e Crocs em seu
apartamento para não fazer barulho. “Certa vez, meus vizinhos deixaram
um pacotinho de chocolates e um bilhete se desculpando por uma festa
que iriam dar à noite”, conta. Enfim, a civilidade é o mote desse tipo
de relacionamento, já que você provavelmente vai cruzar com seus
vizinhos algum dia. E, se o barulho for muito alto e fora de hora,
apele ao síndico.

18) Zíper aberto
Aviso ou não aviso? Primeiro, pense: você gostaria de passar pelo
constrangimento de desfilar por aí de zíper aberto? Claro que não.
Então faça pelos outros o que gostaria que fizessem por você: “Avise,
olhando nos olhos da pessoa”, ensina Célia. “Evite usar códigos e
mímicas, que só pioram a situação. Apenas fale e resolva a situação de
forma natural”, diz Fábio.

19) Homem sempre dá passagem à mulher?
Sim, o homem fica atrás da mulher. Mas, para Fábio, há exceções. O
homem entra antes no restaurante, pois é ele que fala com o gerente
sobre a reserva da mesa. Outro caso: ao descer escadas, para dar
suporte à mulher caso ela tropece, por exemplo. Já para subir a escada,
Célia aconselha o homem ir atrás só ser for marido ou namorado. “Se for
um colega de trabalho, por exemplo, deve ir primeiro. Afinal, a mulher
pode se sentir mal se estiver de saia ou calça justa”, explica.

20) Visita ao recém-nascido
Evite pegar o bebê no colo e dar beijinhos, pois ele acabou de vir ao
mundo e ainda não desenvolveu seu sistema imunológico. “O bebê não é um
brinquedo”, lembra Fábio. A visita deve ser rápida, de no máximo 15
minutos na maternidade. Em casa, só apareça se for amigo íntimo. Caso
contrário, lembre que a mãe pode estar inchada, cansada e se adaptando
à nova rotina. Se for, permaneça no máximo por meia hora.

Fonte: Terra

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Como se portar a mesa

Posted under Etiqueta por @RachelKrishna on segunda-feira 29 junho 2009 at 4:56 AM

mesa Como se portar a mesa

Portar-se à mesa de maneira adequada também agrega valor às pessoas. Desta forma, comece por sentar-se com naturalidade, colocando o guardanapo ao colo, deixando apenas uma dobra com as bordas voltadas para o seu corpo. Esta posição facilita seu uso, uma vez que apenas uma face será levada à boca e não todo o guardanapo.

Seque levemente os lábios, antes de saborear sua bebida.

Para o “couvert”, costuma-se utilizar um pratinho à parte. Escolha o pão de seu agrado e leve-o inteiro para o prato. Corte-o aos poucos com as mãos e não com a faca. Sirva-se da manteiga com a faca pequena e dos demais acompanhamentos com o garfo menor.

Passe a utilizar os copos correspondentes para cada tipo de bebida (vinhos, refrigerantes, água) e os talheres para cada tipo de alimento (carnes brancas ou vermelhas), da seguinte forma:

Os talheres são dispostos à mesa para serem usados de fora para dentro: colher de sopa, talheres de peixe e talheres para carnes.

Já os copos são usados de acordo com a bebida escolhida, desta forma, é preciso conhecê-los: vinhos são ser vidos em taças, sendo que a taça de vinho branco é a menor. Depois segue-se a de vinho tinto, a de água ou refrigerante e por último, e logo atrás, a de champagne.

Atualmente, costuma-se acompanhar as refeições também com champagne. Antigamente, esta sofisticada bebida era reservada apenas para os brindes ou para acompanhar as sobremesas.

Mantenha uma conversa discreta com seus vizinhos de mesa lembrando de descansar os talheres no prato toda a vez que estiver falando. Não precisamos reger nossas palavras com os talheres, não é mesmo?

Quando terminar a refeição, coloque os talheres juntos e com os cabos voltados para o seu corpo e não os cruze no prato.

Para encerrar, é bom lembrar: jamais fale com a boca cheia!

Ah! Um bom prato de massa – do tipo talharim ou espaguete – é saboreado com o auxílio de garfo e colher. É isso aí, devemos dispensar o uso da faca!

Dica: enrole a massa no garfo com o auxílio da colher e corte-a pressionando a colher suavemente contra o canto do prato. Treine um pouco, e tudo parecerá muito fácil!

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Vinhos

Posted under Etiqueta por @RachelKrishna on domingo 28 junho 2009 at 5:35 AM

foto+vinhos Vinhos

A cerâmica, a roda e o azeite estão, – mais o linho, o trigo e o vinho -, na raiz da civilização. Antigamente, e ainda no início da Época Moderna, o vinho era produzido nas lagariças, com que muitas casas – das pessoas mais abastadas – eram dotadas. Era guardado em jarros de cerâmica ou em tonéis de madeira e, como ainda não havia  garrafas nem rolhas, era levado para a mesa de refeição em barriletes e pequenas ânforas.

Não havia conhecimento suficiente para uma padronização dos vinhos, nem conhecimento dos fatores do solo que contribuem para melhorar a qualidade das uvas. Com a tecnologia de então, somente nos países que reuniam condições muito especiais era encontrado o bom vinho. Mas, apesar de todas essas dificuldades, saber oferecer um bom vinho a um convidado, e elogiar com conhecimento um bom vinho que era oferecido, sempre foi uma prova de civilidade, e algo que hoje se inscreve legitimamente nas Boas-Maneiras.É matéria que interessa principalmente às boas-maneiras à mesa, ao planejamento e agendamento das providências para o casamento no que diz respeito a jantares de homenagem e à recepção, aos brindes, e à perfeição de uma refeição completa.

Vinho brasileiro e vinho estrangeiro. Contribuiu para que o vinho se tornasse acessível ao brasileiro o desenvolvimento relativamente rápido da indústria vinícola no Brasil durante o governo militar, na onda da grande expansão da agricultura, da agroindústria e da pesquisa agropecuária que ocorreu naquele período. O vinho, durante muito tempo produzido apenas no Sul do país por imigrantes europeus, ganhou produção moderna em grande escala, hoje inclusive no Nordeste e com produtos de qualidade crescentemente melhor.

Por esse motivo a pessoa de menos posses não precisa se preocupar com os altos preços dos vinhos estrangeiros que vê nas prateleiras dos supermercados. É mesmo conveniente lembrar que a Europa somente manda para o Brasil o que não consegue colocar nos Estados Unidos e no Canadá e vende aqui por 5 a 10 Euros a garrafa, um produto que lá não venderia nem por um único dólar. Acrescente a isso até 140 % de imposto de importação e outros, e o comprador estará pagando uma exorbitância por um vinho ordinário, apenas por que é importado.

Outro aspecto é o da honestidade. Se uma vinícola estrangeira substitui parte de seu equipamento, ou reforma o local onde esse equipamento funciona, as primeiras partidas de vinho da produção seguinte terá por destino, com certeza, os supermercados de um país tido por “menos exigente”. E o mesmo acontece quando o clima, sempre problemático nos principais países produtores, provoca diferenças na qualidade do vinho e causa uma safra ruim.

Podemos nos orgulhar da nossa indústria vinícola e da competência dos técnicos da EMBRAPA e de outros organismos de pesquisa e controle do vinho no Brasil. Se os brasileiros adquirirem os conhecimentos necessários para serem consumidores exigentes, as empresas nacionais sem dúvida estarão à altura da demanda.

Medo do vinho. Os bons efeitos do vinho são proverbialmente conhecidos. Recentemente pesquisas na área de saúde indicaram uma nova propriedade benéfica, na prevenção da obstrução arterial. Porém, o vinho pode despertar reações orgânicas adversas, se é tomado impropriamente, tal como vinho doce com comida salgada, vinho deteriorado, etc. Provado e tomado corretamente, praticamente não existe prejuízo algum para quem o consome. Existem também pessoas alérgicas, e outras que têm problemas de saúde, para as quais o vinho é prejudicial. “Vinho dá dor de cabeça” ainda é uma frase comum. “Ele passou mal por causa do vinho”, é outra. Essas frases deviam ser modificadas para “Vinho dá dor de cabeça, quando não se sabe escolhê-lo e como e quando tomá-lo”.  A pessoa perderá o medo dos efeitos do vinho se buscar, e puser em prática, os conhecimentos básicos sobre essa bebida e com certeza, se adotar o costume de consumi-lo, se sentirá recompensada com o novo hábito.

Vinho e água. Pode-se dizer que a regra número um para se tomar vinho é que ele é bebido alternadamente com a água. Onde houver uma garrafa de vinho, deve haver uma jarra de água preferencialmente bem fria ou gelada, para ser tomada moderadamente, a espaços, ao longo da refeição. A principal razão para isso é que o vinho pode ser refrescante, mas não é hidratante. Ao contrário, o álcool que ele contém é um diurético, ou seja, provoca a eliminação da água do organismo e a conseqüente quebra do balanço de líquidos do corpo, principal causa da dor de cabeça e da ressaca. Outro motivo é querer remover com a água o sabor da comida na boca, a intervalos durante a refeição, quando se deseja gozar separadamente o sabor de um vinho muito especial. O anfitrião ou o garçom oferecerão ou encherão primeiro os copos de água, e só depois encherão o copo de vinho.

Quando você dispõe a louça, os talheres e os copos na mesa de refeição, deve colocar no mínimo dois copos: um maior para água e outro para o vinho. Servir o vinho à mesa sem esse cuidado indicará falta de conhecimento do assunto.

Vinho e comida. O vinho integra a refeição como se fosse um dos molhos servidos, e por isso existem vinhos mais adequados para cada tipo de prato. O vinho é secundário à refeição, e por isso a Etiqueta tem por regra que não se leva o vinho à boca logo após levar a comida. Esta precisa antes ser mastigada, para em seguida receber o vinho que então se mistura a ela e faz seu trabalho de enobrecer o paladar do que se come. É óbvio que o vinho servido à mesa não se destina a ser apreciado isoladamente. Por isso o vinho só poderá ser elogiado depois de aferido o seu desempenho junto à comida, e não logo após uma degustação isolada. A página Os pratos e os vinhos contem o que comumente é aconselhado sobre quais pratos e quais vinhos fazem boa combinação. São exceções o vinho especial para o qual a comida é um acompanhamento, e os vinhos aperitivos que têm a função estimulante de criar a fome e a sede que serão satisfeitas com a refeição e as bebidas à mesa.

Que é um “vinho bom”. É bom o vinho que tem um paladar agradável, não é amargo nem ácido, nem queima a boca como o álcool ou trava a língua com seu tanino (é macio ou redondo); exala um cheiro (tem aroma, nos vinhos brancos, ou buquê, nos vinhos tintos) semelhante ao cheiro de uma fruta ou da uva da qual foi feito (é frutado e quanto melhor o vinho, mais duradoura a sensação olfativa); e é medianamente encorpado (tem densidade, grossura, corpo, espessura, perceptíveis ao paladar em grau comparável ao do café forte). Porém a acidez pode ser aumentada no vinho utilizando-se uvas verdes. Esse é um costume principalmente português, a fim de ter um vinho que acompanhe bem o bacalhau, o chamado Vinho Verde. Os portugueses também aumentam o tanino e consequentemente a adstringência do vinho, fermentando a uva com casca. A bebida assim preparada é apreciada por algumas pessoas para o acompanhamento de carnes muito suculentas e gordurosas.

Que é um “vinho ruim”. A falta das qualidades acima indicadas faz que o vinho queime a mucosa da boca com sua acidez ou grau alcoólico elevado, anule o paladar com sua adstringência (efeito do tanino da casca da uva) ou seu gosto amargo, e ofenda o olfato com cheiro de vinagre, de álcool ou de qualquer natureza estranha (de ervas, de cortiça, rançoso, etc.), ou que ele seja, ao contrário, aguado e sem aroma algum, e de pouco ou nenhum sabor. O álcool próprio do vinho não domina os outros elementos de modo que o seu cheiro predomine sobre o buque. Quando isto acontece, com certeza houve adição de álcool ou de cachaça ao vinho, um procedimento que não é proibido, mas que faz diferença para a saúde de quem toma.

Escolhendo o vinho. O dono da casa deve oferecer um vinho escolhido com o mesmo cuidado e apreço que tem sua esposa ao cuidar dos pratos para um jantar que o casal oferece a amigos. Os elogios pela refeição serão para ela, os elogios pela boa qualidade da bebida serão para ele. A escolha do vinho para comprar (sem que você possa prová-lo antes) envolve basicamente quatro fatores: a confiabilidade do produtor, a uva utilizada, o solo da região onde é cultivada, o índice pluviométrico dessa região no ano da colheita –  sem levar em conta o preço.

O vinho “honesto”. É o vinho corretamente fabricado, de modo que um resultado ruim que eventualmente ocorra não será por culpa do fabricante, mas por problemas imprevistos quanto à qualidade da uva, pela ação bacteriana menos eficaz na fermentação devido a alterações do clima, e outros fatores que possam ocorrer alheios à sua vontade. Escolher o vinho de um fabricante tradicional e respeitado é uma garantia de que o vinho não fará mal ao consumidor, ainda que, em uma determinada partida ou safra, venha a ser pouco saboroso. Portanto, vinho honesto não quer dizer que ele seja bom, mas que provavelmente o será, porque seu fabricante tem reputação de honestidade.

Escolhendo pela uva. A uva precisa ser doce, para dar um bom vinho. Quando é pouco doce, é necessário acrescentar açúcar ao mosto (uvas amassadas e postas a fermentar), a fim de fomentar a fermentação e ter um vinho de bom paladar. Os chamados vinhos suaves ou doces são obtidos de uvas muito doces.A pesquisa agropecuária no Brasil adaptou ao nosso clima e condições do solo muitas variedades européias que deram certo, e conservam seus nomes europeus. Para escolher um vinho com chances de acertar é fundamental conhecer pelo menos as principais variedades de uvas. O conhecimento sobre a qualidade das safras (ano em que os vinhos de uma certa região tiveram melhor qualidade por influência de fatores favoráveis do tempo) e o terroir (relação entre qualidade dos solos das regiões vinículas e os tipos das uvas que lá são produzidas) geralmente é para consultores e especialistas (sommeliers e enólogos)

O que indicam a garrafa e o rótulo. Embora não possa indicar os vinhos bons, o formato da garrafa poderá ser um sinal de que ele não é dos bons. Existem basicamente dois tipos clássicos de garrafas: a que é reta e cilíndrica, chamada Bordalesa – cujo formato facilita reter a borra depositada pelos vinhos –, e a chamada Borgonhesa, que tem a parte superior cônica, sem nenhum ressalto entre o bojo e o gargalo, e é utilizada para vinhos que não deixarão resíduos. Garrafas cuja forma não é a do modelo tradicional para aquela linha de produto (de formato quadrado, com goteira, dotadas de alças, torcidas, etc.), podem ser uma tentativa de atrair o consumidor inexperiente.

O rótulo da frente e o de trás precisam ser lidos com cuidado. Eles indicam se o vinho vem de uma seleção (mistura de uvas), ou se é de apenas um tipo de casta ou cepa), ou se é a combinação de duas ou três castas (o corte). Indicará o fabricante e também qual o aditivo para conservação do vinho que foi usado. Vinhos de pouca produção e boa qualidade geralmente não precisam de conservantes, mas não são encontrados em supermercados. Alguns detalhes a mais estão na Nota  garrafas, rótulos e rolhas, .

Experimentando o vinho. Quando, no restaurante, o garçom apresenta ao cliente a garrafa do vinho solicitado, este tem alguns segundos para aprová-lo, e por isso é bom que peça algum vinho que já conheça. Então basta conferir se realmente se trata do produto que solicitou. Não é o momento para experiências. Em seguida ele deverá testar o vinho daquela garrafa em particular e pode começar pela condição da rolha.

Aprovada a marca, o garçon abre a garrafa e apresenta a rolha ao cliente. A rolha dá pistas para o estado em que está o vinho. Se ela está molhada (e manchada, se for vinho tinto) no máximo até a metade, isto quer dizer que a garrafa foi mantida deitada, como devido, com a rolha sendo constantemente umedecida. Se a cortiça estiver ressecada, provavelmente o sabor do vinho está alterado por oxidação, já que uma rolha nessas condições permitirá a entrada de ar na garrafa. O ar carrega fungos e bactérias. Alguns fungos alojados na rolha passam ao vinho um cheiro de cogumelo, ou cortiça, cheiro rançoso, cheiro de plantas, e outros. Alguns enólogos – especialista que opina sobre vinhos para fins comerciais –, referem-se a cheiros assustadores como “cheiro de rato”, de “suor de cavalo”, de “queijo estragado”, de gerânios, etc. O cheiro de queijo é causado pelo ataque ao açúcar remanescente no vinho pela bactéria da fermentação lática.

Não havendo da parte do cliente objeções após o exame da rolha, o garçom coloca um pouco de vinho no seu cálice. Como visto na Página Ao Restaurante, cabe ao anfitrião, provar a boa condição do vinho antes que seja servido aos seus convidados. Evidentemente, ele não precisa seguir à risca o ritual de um enólogo, assim como não imitaria um provador oficial de café antes de tomar um cafezinho. Portanto, não vai meter o nariz dentro do copo para sentir o buquê, nem levantar o cálice para olhar o vinho contra a luz, nem outro qualquer gesto espetacular de “entendido”. Ao contrário, não fará mais que oscilar um pouco o copo para provocar maior exalação das essências, e sentir o perfume, estimar a densidade ou corpo do vinho, e sorver um pouco dele para sentir o paladar. Estes procedimentos, feitos com discrição, serão suficientes para o diagnóstico. Por meio deles, verifica a limpidez do vinho, se está turvo ou contem impurezas; avalia se o vinho é “macio” ou “redondo”, isto é, se tem um bom teor de glicerina natural. A presença do glicerol, cujo teor no vinho varia de 5 a 10g/L, ) -, é indicada pela aderência e escorrimento de algumas gotas do vinho na superfície interna do copo (às vezes criando linhas verticais)  depois que é levemente agitado no movimento do teste.

Feita a prova visual, o anfitrião volta ao o teste olfativo, já iniciado com o exame da rolha. Procura sentir e identificar o cheiro (se diz bouquet do vinho tinto, e aroma, do vinho branco) que o vinho libera com mais intensidade quando é agitado levemente no cálice. Além dos cheiros já mencionados, o odor de vinagre (ácido acético) indicará que o vinho foi oxidado e não serve para consumo; o cheiro de álcool indicará que não é um vinho puramente de uva, mas que, na sua fabricação, teve adição de álcool ou de açúcar de cana; a falta de aroma indicará que o vinho passou do prazo e está “morto”.

Algumas pessoas apreciam o aroma “foxado” ou aroma forte de uva. As variedades labruscas apresentam teor mais elevado de antranilato de metila, substância que produz esse aroma, por isso ele é mais comum nos vinhos mais populares. Para um jantar formal, um vinho fortemente foxado deve ser evitado, verificando-se a uva da qual foi feito.

Finalmente, após os testes olfativo e visual, o anfitrião faz a prova do paladar ou degustação. Verifica a acidez do vinho, se tolerável ou excessiva. Os ácidos geralmente presentes no vinho são o tartárico, o málico e o cítrico, que são trazidos pela própria uva, e mais os ácidos succínico, lático, acético e pirúvico que são produzidos durante a fermentação.

O tanino proveniente das sementes, da casca e bagaço é mais forte nos vinhos tintos, mas são quase inexistente nos vinhos brancos. O excesso de tanino nos vinhos tintos torna-os de paladar desagradavelmente rascantes.

Os microorganismos sensíveis ao vinho tendem a morrer quando o teor alcoólico aumenta na fermentação, como é o caso dos fungos: o problema é que eles morrem, mas deixam gosto e cheiro de mofo no vinho.

Filtros de diatomáceas incorretamente utilizados pela indústria podem deixar no vinho o gosto de argila, que é muito parecido ao gosto de cortiça causado por fungos. Se o mesmo gosto estiver em mais de uma garrafa da mesma partida, é possível que o problema seja com o filtro, porque a contaminação com fungos tende a ser isolada.

Como o restaurante pode nada ter que ver com a ocorrência de algum desses problemas, quando o anfitrião os detecta ao fazer a prova do vinho, deve objetar ao garçom ou somelier (o especialista responsável por servir vinhos) o problema constatado e pedir que ele prove para conferir se a reclamação procede. Ele poderá argumentar em contrário, se achar que o cheiro detectado é próprio de algum aditivo usado pela marca de vinho pedida pelo freguês. Não sendo esse o caso, o somelier reconhecerá o problema e trocará a garrafa. É, porém, uma seríssima questão de boas-maneiras que esse entendimento seja feito com discrição, pois, como dito acima, é muito provável que o estabelecimento não tenha culpa, mas efetuará a troca, e haverá de devolver toda a partida ao fornecedor.

Quando uma senhora é a anfitriã, em lugar de fazer a degustação, ela geralmente solicita ao somelier para fazê-la. Ele tem um copinho especial para essa tarefa.

Ajuda do sommelier. O empregado que lhe apresenta a carta de vinhos pode não ser um garçom comum, mas o sommelier ou encarregado dos vinhos, chefe dos vinhos. Ele geralmente se veste diferente do resto da equipe de atendentes. O sommelier pode ter uma pequena taça rasa de metal, o tastevin ou tate-vin pendurada por uma fita ou uma corrente ao pescoço, a qual serve exatamente para provar o vinho e é a sua ferramenta de trabalho. Ele apresenta ao cliente o vinho solicitado, apoiando o fundo da garrafa na palma de sua mão esquerda, enquanto levanta levemente o gargalo com a mão direita. O cliente pode solicitar prviamente ao sommelier que escolha o vinho para ele, e que o prove. Ao fazê-lo, deve indicar a faixa de preços que lhe convém, e isto pode ser feito apontando na carta de vinhos o preço conveniente que estiver ao lado de alguma marca, e dizer a ele confidencialmente: “nesta faixa de preços”. Mas, atenção: somente peça essa ajuda depois de escolher o que vai comer, para que o sommelier saiba o que deve aconselhar como combinação perfeita entre os pratos e o vinho.

Temperatura do vinho. O vinho é mais agradável ao paladar quando tomado em torno de 15 graus centígrados os tintos, e mais frio, entre 5 e 12 graus, os vinhos brancos. Nos países quentes como o nosso, deixar o vinho adquirir a temperatura ambiente (chambrer) que geralmente é alta, vai torná-lo desagradável. Este é um problema face a outra recomendação relativa aos vinhos tintos: a garrafa destes deve ser aberta pelo menos uma hora antes do consumo. Apenas o conhaque é tomado na temperatura ambiente, e inclusive, nos climas frios, ele é aquecido nas mãos, motivo de seu copo tender para a forma esférica e não ter pé.

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comportamento em Museu

Posted under Etiqueta por @RachelKrishna on quinta-feira 25 junho 2009 at 5:50 PM

museu3 comportamento em Museu

Até algumas décadas atrás tínhamos a educação que vinha de casa orientada pelos pais avós e tios.

Outra a educação era instruída pelas escolas nas aulas de educação moral e cívica. Uma delas era como se comportar em lugares públicos como igrejas, praças, banheiros, cinemas, teatros e museus.

Regras de boas maneiras para visitar um museu:

*Assine o livro de presença.
*Siga a risca as orientações.
*Não toque em nada.
*Não encoste e nem sente nos móveis.
*Não passe na frente de outras pessoas que estão apreciando obras expostas.
*Tenha comportamento, sereno sem comentários ou risos altos.
*Evite comentários que ridicularize as obras ou os artistas.
*Ouça com atenção o que o guia tem para explicar. Você só tem a aprender.
*Ande sempre em com seu grupo, não se distancie.
*Só tire fotos se for permitido.

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É obrigatório usar bolsa e sapato da mesma cor ?

Posted under Etiqueta por @RachelKrishna on quarta-feira 24 junho 2009 at 11:04 PM

É obrigatório usar bolsa e sapato da mesma cor ou eles podem ser diferentes? Se podem ser diferentes, até que ponto?

Eles não só podem como devem ser diferentes, Luciana. Fazer conjuntinho com o sapato e a bolsa já foi uma regra da moda, mas hoje em dia ela é coisa do passado. Você até pode usar tudo da mesma tonalidade ou criar um efeito ton sur ton, mas o melhor é escolher cores totalmente diferentes, mas que combinem entre si. Boas combinações: amarelo e marinho, vermelho e azul, marrom e rosa. Dica: preto e branco combinam com qualquer outro tom.

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