Depressivo ou viciado?
Pesquisadores da Universidade de Israel, Ben-Gurion, criaram um software capaz de detectar se a pessoa é ou não depressiva.
Isso mesmo! Um software! O programa se baseia em aspectos da linguagem dos autores de textos para fazer o diagnóstico. Segundo os responsáveis pela novidade, a invenção pode servir como uma ferramenta de monitoramento de pacientes.
A pesquisa foi realizada com mais de 300 mil blogs em Inglês e dividiu os blogueiros em duas listas: os cem mais deprimidos e os cem menos deprimidos. Uma banca de quatro psicólogos fez a mesma análise, e a correlação entre as conclusões dos humanos e do computador foi de 78%.
Enquanto um psicólogo reconhece o estado depressivo por meio de observação, o software faz isso metodicamente por meio do uso inovativo da ‘inteligência web’”, explicou um dos desenvolvedores do programa, Yair Neuman.
Como funciona: o programa detecta índices de depressão implícitos em textos que não mencionam termos óbvios como “depressão” ou “suicídio“. O algoritmo foca em palavras que expressam emoções diversas, como nome de cores que o blogueiro utiliza metaforicamente para descrever situações. Além disso, termos que descrevem sintomas de depressão, como insônia ou solidão, são reconhecidas pelo software como pertencentes a textos depressivos.
Para os criadores, o programa poderia revelar possíveis suicidas, já que aumenta a consciência de um indivíduo sobre sua própria condição e permite que especialistas diagnostiquem a necessidade de tratamento. Mas Neuman reconhece que não há melhor julgamento que o humano.
E por falar em depressão…
Pesquisadores da Universidade de Leeds ( Reino Unido ) revelam que usuários dependentes do mundo virtual são cinco vezes mais deprimidos que internauta comum.
O estudo contou com usuários entre 16 e 61 anos, e revelou que o uso excessivo da internet está associado à depressão. Mas ainda não sabem o que vem primeiro, se pessoas depressivas são atraídas pela internet ou se o uso da rede causa depressão.
O resultado também registrou que a maioria das pessoas que sofrem desse mal estão na faixa dos 21 anos. Segundo os pesquisadores, essa depressão é apresentada quando os internautas trocam a interação social pela virtual.
O próximo passo do estudo é desvendar a natureza da relação e descobrir qual vem antes, a depressão ou o vício. Em seguida, os pesquisadores querem avaliar o que causa essa dependência.
Fonte: Portal Exame



















