Neurofibromatose doença rara: Tipo 1, Tipo 2, tratamento, sintomas

@BrunoSwell 11/02/2011 62

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Neurofibromatose Doença Rara

ATENÇÃO: NÃO É CONTAGIOSA

As neurofibromatoses são representadas por três doenças genéticas apresentam-se nas formas clínicas de Neurofibromatose Tipo 1 (NF1), Neurofibromatose Tipo 2 (NF2) e Schwannomatose, autossômicas dominantes que têm em comum o surgimento de tumores benignos múltiplos no sistema nervoso. As neurofibromatoses são de evolução progressiva e imprevisível.

A Seguir disponibilizaremos fotos e vídeos explicativos afim de poder demonstrar e orientar quem tem dúvidas sobre essas doenças. No final deste artigo citaremos alguns links que poderão ajudar pessoas portadoras de Neurofibromatose. Um artigo de utilidade pública e mais completo dos demais que encontramos nos sites sobre o assunto.

Fotos Neurofibromatose

Tipo 1 (NF1) e Tipo 2 (NF2)

Neurofibromatose 01 Neurofibromatose doença rara: Tipo 1, Tipo 2, tratamento, sintomas

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A neurofibromatose, segundo o especialista em neurologia, Dr. Ronaldo Gama Pacheco, é também chamado de doença de Von Recklinghausen. O transtorno é transmitido com autossômico dominante com expressão variável. É uma neuroctodermose, cujas manifestações compreendem as alterações cutâneas como as chamadas manchas de café com leite que aumentam em tamanho e número com a idade, sardas axilares e nódulos cutâneos e subcutâneos aparecem na idade escolar. Época, que segundo o médico, que é aquela quando a criança já evidencia baixo rendimento escolar. Neste período, o diagnóstico de retardo pode ser feito. Em alguns casos podem ter evolução lenta, acometendo cerca de 10% dos doentes de neurofibramatose.

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Manifestações da Neurofibromatose

De acordo com o especialista, as manifestações neurológicas aparecem mais tardiamente, coexistindo com o quadro cutâneo ou não. Este quadro se caracteriza por neurinomos nos nervos raqueanos e/ou cranianos. Já nos nervos periféricos, a sintomatologia se traduz por parestesias e paresias tronculares. Em muitos casos são palpáveis, os nervos periféricos comprometidos com maior freqüência que são o ulnar, radial, mediano, os nervos intercostais, os ramos do pelxo braquial e raízes de cauda eqüina. O nervo craniano, que tem comprometimento mais freqüente é o acústico, podendo ter envolvimento bilateral, e trigêmeo e o vago também podem ser comprometidos com menor freqüência.

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Já as manifestações neurológicas centrais, segundo o médico, mais consideradas são as alterações da medula espinhal, nos neurinomas das raízes e do tronco encefálico, nos tumores do acústico. É importante considerar a evolução dos tumores do sistema nervoso com associação da neurofibromatose. Para casos de malignidade como: gliomas do quasmo óptico, glioblastomas multiformes, ependimomos e meningiomas únicos ou múltiplos, comenta .

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Dr, Ronaldo Gama explica ainda que podem ocorrer as manifestações oftalmológicas, com o fácomo de retina que é um pequeno tumor que se equivale aos tumores cutâneos e nervosos. “É bastante raro e apresenta uma localização papilar ou peripapilar. Os fácomos possuem aspecto de uma mancha circular esbranquiçada e a atrofia do nervo óptico depende de glioma do nervo ou do quiasmo óptico”, acrescenta.

Outro ponto importante é a cifoscoliose. Principal causa nas manifestações ósseas, a cifoscoliose conta com aspecto do estado disráfico, o que também pode ser acarretado por um desequilíbrio muscular de fundo neurogênico. Outras manifestações podem se associar como, a feocromacitoma, a diabete insípida, malformações de vísceras e tumores renais e no aparelho digestivo.

Dr. Ronaldo Gama esclarece que etiopatogenia desta afecção é obscuro, sendo provavelmente uma displasia que compromete os cristais neurais. Por um outro lado, o médico acrescenta ainda que os transtornos psiquiátricos são relacionados a neurofibromatose, mas não são confirmados. O diagnóstico se baseia no quadro clínico, dados heredológicos e exames complementares com a biópsia cutânea e nervosa, aspectos radiológicos do esqueleto e exames neuroradiológicos contrastados.

O tratamento cirúrgico deve ser considerado desde que os tumores determinem manifestações clínicas, pois é freqüente a transformação maligna de tumores após cirurgias.

Identificação da Neurofibromatose

Atualmente, sabe-se que existem no mínimo duas afecções identificadas como 1 e 2, e que estão localizadas respectivamente nos cromossomos 17 a 22. Portanto, uma doença hereditária autossômica de forte penetração, proveniente de uma anormalidade do desenvolvimento embrionário, principalmente derivado da crista neural.Existindo um quadro clínico bastante variável, e sendo citadas várias formas de acometimento sistêmicos com classificação das doenças em até sete formas de 1,2,3,4,5,6 e 7.

O especialista explica que a neurofibromatose 1 (nf1) também chamada doença de Von Recklinghausen, é a forma clássica, com incidência de 1 para 3 mil indivíduos, existindo manifestações dermatológicas, manchas café-com-leite e neurobromas como sinais patognonamicas do tipo 1(NF1), lesões oculares com sinal quase específicos da nf1, característicos ao nível do globo ocular, chamado de módulo de LISH. O facoma da retina é um pequeno tumor que se equivale a pequenos tumores cutâneos e nervosos. É raro com a localização peripapilar e papilar, podendo haver concomitância de glioma do nervo ótico.

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As manifestações neurológicas são os neurofibromas do nervo periférico, com lesões cutâneas e subcutâneas, ao nível de plexo branquial, e nível radicular, lesões meníngeas (displasia meníngea) formando meníngoceles, ectasias durais e cistos aracnóides. Acontece ainda as meningoceles que são evaginações transforaminais das meninges ocorrem com grande freqüência ao nível da região lombar e torácica.

Dr. Ronaldo Pacheco esclarece ainda que pode acontecer a ectasia da DURA-MÁTER. Elas são anormalidades análogas da meningoceles e se diferenciam por não se evaginar através dos forames de conjugação. Podem estar associados a deformidades do carpo vertebral com alteração escolióticas.

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Outro sintoma é o cisto aracnóides, que são mais freqüentes introcranianos e assintomáticos. É uma patologia tumoral que retém líquido em seu interior, ou uma meningeomatose. As lesões neurológicas do sistema nervoso central são tumores encefálicos, como por exemplo: astrocitoma pilocítico fibrilar e tumores de vias ópticas.

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As lesões neurológicas não tumorais apresentam quadro clínico impreciso, sendo identificados através da ressonância magnética, uma gliose heterotípica com acometimentos principais no nível de núcleo da base, região periventicular, tronco cerebral e cerebelo, específicas da neurofibromatose nf1. Há concomitante um déficit mental, que estão presentes em, 40% da nf1. O quadro clínico mais comum está ligado ao déficit de atenção e baixo rendimento escolar. A deteriorização intelectual está presente em cerca de 8% dos pacientes, podendo ser observado um quadro de autismo. Existem raros casos de epilepsia, principalmente a síndrome de West. As lesões tumorais periaqueditais se apresentam com um quadro de hidrocefalia por estenose do aqueduto de SYLVIUS e mal formações óbito-cranio-faciais, como por exemplo, os neurinomios plexiformes da pálpebra superior, neurofibroma primitivo da órbita.

As manifestações esqueléticas: estas anormalidades estão presentes em 30 a 50% dos pacientes que sofrem de neurofiromatose do tipo, que se apresentam em vários quadros dependendo das lesões ósseas. As deformidades secundárias que se caracterizam pelo crescimento de tumores no tórax ou região medular ou paramedular.

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Cifo-escolioses: são ligados às displasias meningicas com freqüência na região cervical, por exemplo, as hemivértebras. O Scallopin é uma deformidade na concavidade posterior da face posterior do corpo vertebral, podendo existir meningocele associado. Uma anormalidade a nível cérvico-occipital coexistindo com uma diferença de formação Arnold-Chiari.

Manifestações da Neurofibromatose

As manifestações, segundo o médico podem viscerais, endocrinológicos e vasculares. As viscerais são representadas por tumores digestivos, tipo neurofibromatose múltipla, com freqüentes hemorragias digestivas. Esporadicamente, nota-se tumores latentes e mesentéricos. Na região torácica, a neurofibromatose é mediastinal, de preferência posterior e com freqüentes transformações malignas. Observa-se também acometimento da língua com macroglossia, devido a um neurofibroma ou angioma. Os problemas renais e urogenitais causam hipertensão arterial.

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Com relação às manifestações endócrinas, ele acrescenta que as glândulas podem também estar acometidas, principalmente as supra-renais, com lesões tipo feocromocitomas, também se observam adenomos hipofisário, síndrome adiposo genital e puberdade precoce.

Vasculares: com lesões da íntima e da adventícia, em vasos de vários calibres, provocando acidentes vasculares cerebrais isquêmicos em crianças, até mesmo durante o período perinatal e primeiro mês de vida, podendo também provocar AVCs em adultos. Atualmente, as anormalidades provocadas pela neurofibromatose vascular estão associada à doença arteriais de base do crânio (síndrome de MOYA-MOYA) aneurismas gigantes intracranianos e fístulas artério-venosas.

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O aconselhamento genético deve ser prudente apesar da taxa de risco de transmissão em até 50% pois existe um quadro variável em sua gravidade. O diagnóstico da doença do tipo deve ser feito com muito cuidado, reexaminando o paciente por várias vezes. Estudando-se o sistema nervoso de forma geral, medidas da acuidade visual e estudos psicométricos. Frequentemente o estudo da ressonância magnética deve ser utilizado.

A neurofibromatose tipo 2 (NF2) é uma forma de acontecimento menos freqüente que a neurofibormatose-1, com uma incidência em torno de 1 para 50 mil e caracteriza-se pela presença de Schwannomas ou neurinomos do nervo auditivo na 2ª ou 3ª década de vida, podendo existir formas acometimento em idade mais precoce. Os neurinomos do acústico tem transmissão familiar autossômica dominante,podendo existir a forma bilateral.

A totalidade de sintomas se resume na presença de tumores múltiplos, com discretas manifestações cutâneas, não há déficit intelectual, ou anormalidade óssea. As manifestações cutâneas podem ser na nf-2 com uma mancha café-com-leite ou com um neurofibroma periférico, em até 60% dos casos.Já as manifestações neurológicas: devido à lesão do acústico, hipoacusia unibilateral progressivo, acompanhado de tonteiras e por perda do equilíbrio freqüente.

Segundo o médico, o diagnóstico se baseia em estudos tomográficos ou de ressonância magnética. O tratamento cirúrgico baseia-se num quadro progressivo de perda de audição e o crescimento do tumor visto por neuroimagem. Neste existe riscos de malignização em repetidas abordagens cirúrgicas.

Outras Formas da Neurofibromatose

A forma 3 se caracteriza pela associação de tumores múltiplos, intro e extra axial, onde as manifestações cutâneas são raras, não existindo também os nódulos de LISCH. A diferença para a neurofibormatose-2 está na maior freqüência de tumores intra parenquimatosos no sistema nervoso central.

A forma 4 se caracteriza pela associação de múltiplas lesões tipo café-com-leite e de neufibromas. Na forma 5 essas manchas tipo café-com-leite e neurofibroma estão limitadas a um segmento corporal unilateral. Além disso, não está ligada a uma afecção familiar, podendo ser uma mutação do NF-1.

A forma 6 se apresenta através de múltiplas manchas do tipo café com leite sem nenhum neurofibroma e na forma 7, que é considerada uma forma tardia, acometendo pessoas com mais de 20 anos. Os estudos atuais e mais avançados, baseiam-se no quadro clínico e na histopatologia para melhor classificação da doença, finaliza o médico.

Fonte:  Copyright © 2000 eHealth Latin America

Fatos e Teorias da Neurofibromatose

O termo neurofibromatose se refere a duas desordens genéticas distintas, a neurofibromatose tipo 1 (NF1) e a neurofibromatose tipo 2 (NF2). A neurofibromatose tipo 1 (NF1) é também conhecida como Neurofibromatose de Von Recklinghausen ou Neurofibromatose Periférica. A neurofibromatose tipo 2 (NF2) é também conhecida como Neurofibromatose do Neurinoma do Acustico Bilateral ou Neurofibromatose Central. Ambas provocam a formação de tumores ao redor dos nervos.

Causa

A neurofibromatose é uma desordem genética que apresenta duas características distintas. A neurofibromatose tipo 1 (NF1) é causada por uma mutação genética no cromossomo 17 e a neurofibromatose tipo 2 (NF2) é causada por uma mutação genética presente no cromossomo 22.

Sintomas da Neurofibromatose

Neurofibromatose tipo 1 (NF1)
Pessoas portadoras de neurofibromatose tipo 1 (NF1) podem ter manchas café com leite na pele e tumores benignos pelo corpo chamados neurofibromas. A quantidade de manchas café com leite e neurofibromas varia de acordo com a pessoa. Alguns portadores podem apresentar comprometimentos ósseos e outras complicações pouco freqüentes.

Neurofibromatose tipo 2 (NF2)

A neurofibromatose tipo 2 (NF2) se manifesta normalmente na fase de jovem adulto (entre 20 e 30 anos). Portadores de neurofibromatose tipo 2 (NF2) costumam apresentar tumores benignos no nervo auditivo (neurinomas do acústico) podendo levar a surdez por compressão. Outros tumores benignos também podem se desenvolver no sistema nervoso central.

Tratamentos para Neurofibromatose

Atualmente tanto a neurofibromatose tipo 1 (NF1) como a neurofibromatose tipo 2 (NF2) não tem cura. As pessoas com neurofibromatose precisam realizar cirurgias quando tem problemas com algum tipo de tumor. As decisões são difíceis pois os tumores podem estar localizados em pontos delicados do corpo humano.

INCIDÊNCIA

A neurofibromatose afeta ambos os sexos e raças na mesma proporção. A neurofibromatose tipo 1 (NF1) é a mais comum e afeta 1 a cada 4.000 pessoas, já a neurofibromatose tipo 2 (NF2) é mais rara e afeta 1 a cada 40.000 pessoas.

Testes e exames para Neurofibromatose

Já estão disponíveis testes de DNA para portadores de neurofibromatose, porém o diagnóstico normalmente é feito através dos sinais clínicos. Os testes são geralmente usados para identificar se uma criança sem ou com pouco sinais é portadora de neurofibromatose, sendo importante na neurofibromatose tipo 2 (NF2) visto que a desordem se manifesta tardiamente.
Recomenda-se aos afetados que se submetam periodicamente (uma vez por ano) aos seguintes exames: audiometria de ambos os ouvidos, exame oftalmológico (campos visuais), tomada de pressão arterial e exame da coluna vertebral. A maioria dos afetados leva uma vida praticamente normal e bem adaptada, uma vez que esses exames previnem complicações, que felizmente não são muito comuns.
Os exames devem sempre ser realizados por recomendação de um médico.

Fonte: Associação de Neurofibromatose

Características da neurofibromatose tipo 1 (NF1)

Por Fernanda Teresa de Lima

Veja a seguir as principais características da neurofibromatose:

A neurofibromatose tipo 1 (NF1) é uma doença progressiva que afeta primariamente o crescimento celular de tecidos neurais e possui diferentes classificações: doença neurocutânea, facomatose, neurocristopatia, síndrome de predisposição hereditária ao câncer e síndrome macrossômica. Tem incidência de 1 em 3.500 nativivos e é uma doença autossômica dominante com penetrância completa.

Além disso, apresenta expressividade variável, entre diferentes famílias, entre diferentes indivíduos de uma mesma família e entre diferentes segmentos de um mesmo indivíduo.

Manifestações da Neurofibromatose

Entre as manifestações clínicas principais estão as manchas ovóides de cor uniforme café-com-leite e margens bem definidas; e as sardas, principalmente inguinais e axilares, que têm entre 1mm e 3mm de diâmetro e ocorrem agrupadas geralmente em regiões de superposição de pele. Os neurofibromas são tumores da bainha dos nervos periféricos e podem ser discretos ou plexiformes.

Os neurofibromas discretos são massas focais bem definidas que normalmente aparecem na puberdade e podem estar associados a prurido. Podem ser classificados como cutâneos ou subcutâneos. Os plexiformes envolvem múltiplos fascículos ou ramos de nervos e podem crescer exageradamente, apresentando degeneração maligna, tumores malignos da bainha dos nervos periféricos – TMBNP, que podem ser classificados como difusos ou nodulares.

Os nódulos de Lisch são hamartomas pigmentados na íris, geralmente bilaterais e aparecem após os 10 anos, sem causar comprometimento da visão, e com a detecção feita por lâmpada de fenda. Os gliomas ópticos são classificados como astrocitomas pilocíticos grau I (WHO I), normalmente benignos e indolentes. O maior risco de aparecimento ocorre nos 6 primeiros anos. Têm uma incidência maior em meninos e menor na raça negra. As lesões ósseas características são escoliose displástica, pseudoartrose tibial e fibromas ossificantes.

Diagnóstico da Neurofibromatose

Para que o diagnóstico seja feito, o paciente deve apresentar dois ou mais dos critérios desenvolvidos pela US NIH – Consensus Development Conference (1988), apresentados na Tabela 1. Esses critérios têm alta sensibilidade e especificidade em adultos.

Critérios Diagnósticos
•6 ou mais manchas café-com-leite maiores que 5mm em indivíduos pré-puberais ou maiores que 15mm depois da puberdade;;
•2 ou mais neurofibromas de qualquer tipo ou 1 ou mais neurofibromas plexiformes;
•Sardas axilares ou inguinais;
•Tumor na via óptica;
•2 ou mais nódulos de Lisch;
•Lesão óssea característica;
•Um parente de primeiro grau afetado (com um parente cumprindo 2 dos critérios acima).

Alterações Neurológicas

Outras alterações neurológicas incluem déficit cognitivo, alterações de coordenação motora, alterações de comportamento e/ou psiquiátricas, cefaléia, epilepsia, estenose de aqueduto, alterações cerebrovasculares e OBNIS – objetos brilhantes não identificados, que aparecem na ressonância magnética de encéfalo, sem apresentar efeito de massa ou realce após o contraste. Alterações esqueléticas podem incluir também: baixa estatura, macrocefalia, genu varum/valgum, deformidade esternal, displasias vertebrais, displasia da asa do esfenóide e displasias craniofaciais.

Alterações Cardiológicas

Entre as alterações cardiológicas estão hipertensão arterial sistêmica idiopática ou relacionada com feocromocitoma ou estenose da artéria renal por neurofibroma, cardiopatias congênitas e vasculopatias. As alterações endócrinas mais comuns são as puberais (puberdade precoce ou tardia) e a exacerbação da doença durante a gravidez.
A NF1 é uma síndrome de predisposição hereditária ao câncer e entre as neoplasias mais comuns estão os tumores malignos da bainha dos nervos periféricos – TMBNP, que devem ser suspeitados quando há dor ou alteração de tamanho ou consistência de um neurofibroma plexiforme. O risco cumulativo para um portador, durante sua vida, de desenvolver TMBNP é de 8% a 13%. O tratamento é cirúrgico.

Os gliomas não-ópticos, quando ocorrem, têm risco de malignização maior do que o da população em geral. Também é comum a ocorrência de neoplasias hematológicas, principalmente leucemias e linfomas não-Hodgkin. Os feocromocitomas têm forte associação com NF1, geralmente acometem as adrenais de indivíduos adultos e são bilaterais em 10% dos casos e malignos em 10%. Podem causar HAS, sudorese, taquicardia, vertigens. O aumento da epinefrina está associado à HAS intermitente e ao aumento de norepinefrina. Outros tumores que ocorrem associados à NF1 são carcinóides, rabdomiossarcomas, tumores da crista neural e tumor de Wilms.

O gene da neurofibromatose está no cromossomo 17q11.2, tem 60 Exons numerados de 1 a 49, sendo que 3 deles – 9, 23a e 48a – apresentam splicing alternativo. No Intron 27b, encontram-se 3 genes transcritos na direção oposta do gene NF1, EV12A, EV12B, OMGP. O NF1 tem alta taxa de mutações novas e existem vários pseudogenes, em outros cromossomos.

O mRNA é expresso em todos os tecidos com três isoformas: a primeira com o Exon 23a incluso, associada à diminuição da atividade catalítica enzimática e não encontrada nos feocromocitomas; a segunda com o Exon 48a, encontrada nos tecidos musculares e a terceira com o Exon 9a incluso, encontrada no cérebro durante a embriogênese.

A proteína neurofibromina tem 2.818 aminoácidos, 327 kDa e atua em vias de proliferação e sinalização celular. Apresenta uma região de homologia com a família de proteínas ativadoras de GTPase (GAP), com o domínio relacionado a GAPs (GRD) e atua na regulação de ras, proto-oncogene que, quando ativo, atua no crescimento celular e controle da apoptose. Com a neurofibromina truncada, ras não é inativado e há desregulação no crescimento celular.

Mutações da Neurofibromatose Tipo 1 (NF1)

Mutações foram encontradas no gene NF1 em pacientes com neurofibromatose por meio de várias metodologias. A análise do DNA, domínio GRD, permite a detecção de 20% de mutações e a análise da proteína por PTT – teste da proteína truncada – detecta 70% das alterações, confirmadas posteriormente por seqüenciamento direto. Já foram descritos vários tipos de alterações: alterações cromossômicas, deleções de todo o gene, vários Exons ou microdeleções, inserções e mutações de ponto, geralmente restritas à família. A mais recorrente delas é a C5839T no Exon 31. A maior parte das deleções intragênicas tem origem materna e as mutações de ponto, origem paterna. Poucas correlações entre o genótipo e o fenótipo existem: as microdeleções parecem aumentar o risco para TMBNPs e grandes deleções estão associadas a um fenótipo mais grave, talvez por envolver outros genes. Nos tumores, foi verificada a inativação do alelo normal, por perda de heterozigosidade, o que levou à classificação do gene NF1 como um gene supressor de tumor.

O acompanhamento de um paciente com NF1 deve incluir história familiar, avaliação oftalmológica, radiografia de esqueleto, ultrassonografia de abdome e, em casos especiais, tomografia computadorizada de crânio e triagem para feocromocitoma. Deve ser anual para adultos e semestral para crianças, realizado por uma equipe multidisciplinar familiarizada com a história natural da doença.
Existem poucos estudos clínicos para tratamento. Estudos em fase I de lesões sintomáticas foram feitos com talidomida, com redução do tamanho dos neurofibromas em 1/3 dos casos e melhora dos sintomas em 1/3; inibidores orais da farnesil transferase, sem redução do tamanho dos neurofibromas; e estudos clínicos fase II foram realizados com fumarato de cetotifeno, sem redução do tamanho dos neurofibromas e com melhora dos sintomas em alguns pacientes; e ácido retinóico ou interferon alfa, com melhora sintomática em 14% dos casos e redução em 8% dos casos.

Bibliografia

Carey JC, Viskochil DH. Neurofibromatosis type 1: a model condition for the study of the molecular basis of variable expressivity in human disorders. Am J Med Genet 1999;89:7-13.

Korf BR Malignancy in neurofibromatosis type 1. The oncologist 2000;5:477-85.

Dasgupta B, Gutmann DH Neurofibromatosis 1: closing the GAP between mice and men. Curr Op Gen Dev 2003;13:20-7.

Gutmann DH, Aylsworth A, Carey JC, Korf B, Marks J, Pyeritz RE et al. The diagnostic evaluation and multidisciplinary management of neurofibromatosis 1 and neurofibromatosis 2. JAMA 1997;278:51-7.

Fonte: Grupo de Estudos de Tumores Hereditários.

Neurofibromatose tipo 1 (NF1) na infância

Por: Luiz Guilherme Darrigo Junior1, Aguinaldo Bonalumi Filho2, Denise Silvia M. D’Alessandro3, Mauro Geller4

Resumo

Objetivo: Realizar uma revisão da literatura sobre neurofibromatose tipo 1 (NF1) em crianças e adolescentes, enfatizando as manifestações clínicas. Fontes de dados: Artigos publicados, indexados na base de dados Medline e publicados entre 1998 a 2007, buscados pelos seguintes termos: “neurofibromatosis type 1”, “neurofibroma”, “von Recklinghausen” e “optic pathway gliomas”.

Síntese dos dados: A NF1 é uma doença genética autossômica dominante, crônica e progressiva, com incidência de 1/2.000 a 1/7.800 nascidos vivos. Tem sido observada em diferentes partes do mundo, em todas as raças e nos dois sexos.
Metade dos casos representa mutações novas. A taxa de mutação para o gene NF1 é de 1/10.000, a qual se deve ao fato do gene ser grande e possuir estrutura interna atípica, que predispõe a deleções e mutações. O diagnóstico presuntivo da NF1 é feito por critérios clínicos. As três principais manifestações – neurofibromas, manchas café-com-leite e nódulos de Lisch – ocorrem em mais de 90% dos pacientes até a puberdade.
Conclusões: Os cuidados com os pacientes com NF1 devem antecipar as principais complicações e oferecer um tratamento precoce. No aconselhamento genético, é importante informar pais e familiares a respeito do panorama geral da doença e suas possíveis complicações, enfatizando que a maioria dos pacientes apresenta vida saudável e produtiva.

Aspectos históricos da Neurofibromatose

A neurofibromatose tipo 1 (NF1) foi descrita em 1882 pelo médico Friederich Daniel von Recklinghausen, apesar de existirem 168 citações em publicações anteriores. Esse médico observou a existência de tumores no nervo e utilizou o termo neurofibroma para o tumor e neurofibromatose para a condição de múltiplos neurofibromas(1). No século XIX, Joseph Carey Merrick descreveu um indivíduo cuja
condição clínica sugere a síndrome de Proteus (conhecido como “Homem Elefante”), associada à NF1. A denominação popular trouxe estigmas sociais, uma vez que tal indivíduo era apresentado em circos, despertando a atenção de muitos médicos(2). Em 1900, Thomson salientou o caráter hereditário da NF1. Preiser e Devenport, em 1918, esclareceram que a doença não era ligada ao sexo e que seguia os mecanismos de
herança propostos por Mendel, como um caráter autossômico dominante. Em 1940, Davis descreveu o glioma óptico associado à NF1(2). No final da década de 1990, Barker et al e Seizinger et al mapearam o gene da NF1 no braço longo do cromossomo 17(2).

Prevalência

Estima-se que a prevalência da NF-1 seja de 1:2.000 a 1:7.800 nascidos vivos, caracterizando-a como uma das doenças genética de herança autossômica dominante (AD) mais freqüentes(3-5). Vários estudos demonstraram que 50% das crianças acometidas herdam a condição de seus familiares e a outra metade decorre de mutações novas, ou seja, os pais são sadios(3). Os estudos epidemiológicos evidenciaram alta prevalência da NF-1 em indivíduos jovens(6). Até o momento, não existem evidências de predomínio da NF-1 em determinadas populações ou gênero(5).

Aspectos genéticos da Neurofibromatose

A NF1 ocorre comumente em uma ou duas gerações. Em algumas famílias, ocorre em quatro a seis gerações(7). O termo “expressividade” refere-se à variabilidade de sinais físicos ou clínicos associados a um dado gene. A NF-1 é uma das doenças genéticas que melhor exemplifica tal fenômeno, uma vez que há ampla variabilidade clínica, mesmo intrafamiliar. Além disso, um paciente gravemente acometido pode gerar
descendentes com quadro clínico mais leve e vice-versa(7). O gene da NF-1 está mapeado em 17q12-22, sendo constituído por 51 éxons, com 350Kb de comprimento, o que justifica a elevada taxa de mutação espontânea. A penetrância do gene NF-1 é completa (estimada em 100%),
ou seja, o indivíduo que possui o gene mutante expressa as manifestações clínicas(7). As análises moleculares do gene NF-1 disponíveis utilizam
a técnica da Hibridização In Situ por Fluorescência (FISH) e seqüenciamento completo do gene NF-1 para pesquisar mutações em ponto. Aproximadamente 4 a 5% dos indivíduos acometidos pela NF-1 apresentam deleções de todo o gene da NF1(8). O fenótipo desses pacientes tende a ser mais grave, com início precoce dos neurofibromas e presença de deficiência mental, características dismórficas variáveis e outras anomalias congênitas(8).

Diagnóstico da Neurofibromatose

A NF-1 aparece mais freqüentemente na infância e o diagnóstico baseia-se na presença dos critérios clínicos desenvolvido pelo National Institutes of Health (NIH) Consensus Development Conference(9,10). O diagnóstico precoce da NF-1 é benéfico para as crianças acometidas e para os seus familiares, uma vez que permite oferecer aos parentes aconselhamento genético apropriado, facilitando a intervenção precoce em
complicações que serão descritas a seguir(3). Os estudos demonstram que 70% dos pacientes com NF-1 podem ser diagnosticados antes de um ano de idade.

Os casos decorrentes de transmissão vertical, ou seja, um dos genitores também é acometido pela NF-1, podem ser identificados durante o primeiro ano de vida, uma vez que o diagnóstico requer apenas uma característica adicional, além da história familiar positiva(3). Apesar disso, há dificuldades no diagnóstico da doença, principalmente em crianças menores, uma vez que aproximadamente 50% dos casos são esporádicos e alguns sinais da NF-1, como as efélides, os neurofibromas e os nódulos de Lisch, surgem no decorrer da vida(11). O diagnóstico, nessas crianças, poderá ser realizado por volta dos quatro anos de idade, seguindo os critérios do NIH(2). No entanto, os critérios do NIH podem ser insuficientes
para o diagnóstico da NF-1 em casos esporádicos, ou seja, em crianças que são casos únicos em suas famílias e manifestam somente manchas café-com-leite (MCCL), sem outras alterações. Nesses casos, recomenda-se o acompanhamento anual do paciente e pode-se indicar o teste molecular para a confirmação da NF-1.
O teste genético (ou molecular) para a NF-1 identifica aproximadamente 95% das mutações em indivíduos que preenchem os critérios diagnósticos clínicos(12). Esse estudo molecular pode beneficiar aqueles indivíduos com somente um critério ou quando o diagnóstico é incerto. O resultado positivo do teste molecular não pode predizer a presença, a idade de início ou a gravidade dos sintomas da NF-1. É importante
salientar que o resultado negativo, na ausência de uma mutação familial conhecida, não exclui o diagnóstico(12).
O critério diagnóstico para NF-1 originalmente desenvolvido pelo NIH Consensus Development Conference(13) admite duas ou mais das seguintes características clínicas: 1. Seis ou mais MCCL com diâmetro acima de 5mm em indivíduos pré-púberes ou acima de 15mm, em pós-púberes.

  1. Seis ou mais MCCL com diâmetro acima de 5mm em indivíduos pré-púberes ou acima de 15mm, em pós-púberes.
  2. Dois ou mais neurofibromas de qualquer tipo ou um neurofibroma plexiforme, baseado em parâmetros clínicos e histológicos.
  3. Efélides (sardas) em região axilar ou inguinal.
  4. Glioma óptico.
  5. Dois ou mais nódulos de Lisch (harmatomas pigmentados da íris).
  6. Uma lesão óssea distinta como pseudo-artrose de um osso longo ou displasia da asa do esfenóide.
  7. Um parente em primeiro grau com NF-1 que preencha os critérios precedentes.

Embora a penetrância do gene da NF-1 seja completa, as manifestações clínicas desse distúrbio são extremamente variáveis(2).

As MCCL ocorrem em 99% dos pacientes com NF-1 e são caracteristicamente ovais, com bordas irregulares, áreas planas e sua coloração varia do amarelo ao marrom. Possuem uma predileção por áreas não expostas ao sol, são assintomáticas e raramente sofrem alterações malignas(2). Apesar de se tratarem da mais freqüente característica clínica de NF-1 em crianças, as MCCL não são patognomônicas, uma vez que aparecem
em outras entidades como esclerose tuberosa, síndrome de McCune-Albright, ataxia telangiectásica, síndrome de Bloom, anemia de Fanconi, síndrome de Silver-Russell, síndrome de Leopard, síndrome de Watson, cilindromatose, síndrome de Noonan e MCCL familiais(2). No entanto, as MCCL estão presentes em menos de 10% da população geral. Assim, recomenda-se que crianças com seis ou mais MCCL acima de 5mm de diâmetro ao nascimento sejam acompanhadas, uma vez que a maioria destas irá desenvolver outras manifestações da NF-1, as quais poderão surgir somente no final da infância ou mesmo na adolescência(2,14).

As efélides são máculas lentiginosas menores que 5mm e constituem, geralmente, a segunda manifestação clínica mais freqüente em crianças(3).

Na maioria dos pacientes com NF-1, as efélides apresentam-se na região axilar e inguinal. Outras localizações comuns incluem nuca, pescoço e
região inframamária nas mulheres. Desse modo, a presença de múltiplas efélides menores que 5mm em região axilar, inguinal e pescoço é altamente sugestiva de NF-1(15). Existe variação populacional no padrão das efélides, sendo comum nos negros e pouco freqüentes nos asiáticos(15). As efélides acometem até 90% dos pacientes com idade até sete anos e são consideradas como critério diagnóstico importante na
infância e na pré-adolescência(3,9).
Os neurofibromas são tumores constituídos por células de Schawann, associados ou não a axônios, fibroblastos e células perineurais(16-18). Estes tumores são benignos e não sofrem transformação maligna, sendo observados em 48% dos pacientes aos dez anos de idade e em 84% aos 20 anos(3,17). O tumor normalmente expressa a proteína S-100, um marcador antigênico que indica a origem neural das células(16). Há vários
tipos de neurofibromas, sendo os mais comuns aqueles localizados na pele. Estes crescem e formam lesões pediculares ou nodulares. Outros neurofibromas incluem os de localização intraneural, os difusos que envolvem pele e tecido submucoso e os tumores moles. Nestes últimos, observa-se infiltração difusa no tecido mole do corpo, destacando-se a formação de grandes massas que podem desfigurar o organismo, como os neurofibromas plexiformes (NFP)(16).

Os NFP consistem de proliferação de células da bainha do nervo e estendem-se ao longo deste(16). Em um estudo populacional, Huson et al(6) observaram que 27% dos pacientes com NF-1 apresentavam NFP evidentes no exame físico. Outro estudo revelou a presença de NFP na região
torácica em 9/240 crianças por meio de exame de imagem, sendo somente três delas sintomáticas(19). Em uma série de casos, observou-se que 17% (12/72) dos NFP foram diagnosticados no primeiro ano de vida, sendo que seis destes já estavam presentes ao nascimento. Além disso,
44% (32/72) foram diagnosticados antes dos cinco anos de idade(17). Os NFP ocorrem principalmente no tronco (44%), membros (38%) e na cabeça e pescoço (18%)(6).
O risco de desenvolver um tumor maligno na bainha do nervo é de 2 a 5%, o que torna a NF-1 causa importante de morbimortalidade(17). O crescimento dos NFP pode ocorrer em qualquer idade; contudo, parece haver preferência por dois períodos distintos. O primeiro ocorre na infância, quando o NFP cresce rapidamente por vários anos, e cessa de repente ou continua a crescer de modo constante. No segundo período, observa-se crescimento quando existem alterações hormonais, principalmente durante a puberdade ou, nas mulheres, durante a gravidez(20).

Os NFP podem crescer e invadir tecidos vizinhos durante a infância, devendo-se considerar a intervenção precoce para impedir o desenvolvimento de complicações estéticas e funcionais. No entanto, NFP pequenos raramente podem ser removidos por inteiro e seu crescimento pode se reativar após a cirurgia(21). Desse modo, é difícil justificar a ressecção de NFP pequenos. Neste sentido, a decisão quanto à remoção cirúrgica do NFP ainda constitui um grande desafio(21). Em estudos recentes, Friedrich et al(22) sugerem que a vantagem das intervenções cirúrgicas precoces nos NFP pequenos nas crianças seria impedir a progressão dos mesmos. Os gliomas ópticos estão entre os tumores mais freqüentemente observados na NF-1, associados aos neurofibromas. O gene NF-1 é um gene supressor tumoral para determinadas
células. Desse modo, mutações nesse gene causam risco elevado para o desenvolvimento de tumores benignos e malignos nas crianças –  particularmente, tumores intracranianos como os gliomas ópticos(15). Esses tumores são diagnosticados em 1% dos pacientes sintomáticos com um ano de idade e em 4% das crianças com NF-1 aos três anos de idade(3). A prevalência de gliomas ópticos em pacientes com NF-1 é de 11 a 19%, enquanto, na população geral,  é em torno de 1:100.000(23). Os estudos demonstram que o principal período de risco para o desenvolvimento de glioma óptico sintomático em crianças com NF-1 ocorre durante os seis primeiros anos de vida, principalmente entre dois e quatro anos. O desenvolvimento de tumores sintomáticos após os seis anos de idade é extremamente raro(24,25). A maioria das crianças sintomáticas apresenta anormalidades visuais no momento do diagnóstico: defeito pupilar aferente, atrofia do nervo óptico, papiledema,
estrabismo ou defeito na visualização de cores. Quanto à sua localização, o glioma óptico geralmente acomete a via anterior (nervo óptico intraorbital, nervo óptico intracranial e quiasma óptico) e, raramente, estende-se para o interior do trato óptico. As crianças com glioma óptico geralmente apresentam pouca ou nenhuma visão no olho acometido.
A maioria dos estudos descreve a ocorrência de proptose em cerca de 30% das crianças com tumor sintomático(24). Há evidências de que os tumores localizados próximos ao hipotálamo interferem no sistema nervoso central (SNC), inibindo o eixo hipotálamo-pituitário-gonadal, o que resultaria em início precoce da puberdade.

No passado, muitas crianças com NF-1 e glioma óptico eram submetidas a tratamento agressivo; todavia, atualmente, com o conhecimento de que a maioria destes tumores não apresenta progressão, os pacientes podem ser acompanhados sem intervenção específica(26,27). Apesar do rastreamento tumoral por meio de neuroimagem não ser recomendado,  a NF-1 Optic Pathway Gliomas Task Force of the National Neurofibromatosis Foundation recomenda exames oftalmológicos detalhados em crianças acometidas pela NF-1. Além disso, indica-se a ressonância nuclear magnética de cabeça e órbita com contraste para todas as crianças que apresentam anormalidades oftalmológicas inexplicadas(26).

Os nódulos de Lisch são lesões hamartomatosas, bilaterais e bem definidas, que consistem em elevações gelatinosas na superfície da íris, de forma arredondada, variando de coloração transparente a amarelo ou marrom. Tais nódulos diferem dos nevi íris devido à morfologia, pois esses são constituídos de melanócitos e derivam da crista neural. A presença de múltiplos nódulos de Lisch parece ser exclusiva da síndrome de von Recklinghausen(28). Os nódulos de Lisch afetam mais de 70% dos pacientes com NF-1 aos dez anos de idade(3).

As alterações ósseas, como a pseudo-artrose, ocorrem em cerca de 5% das crianças com NF-1 e, em geral, são benignas, embora alguns pacientes sejam gravemente acometidos com arqueamento de ossos longos até fraturas(21).

Como a pseudo-artrose é observada em uma minoria dos pacientes ao nascimento, alguns autores entendem que o termo pseudo-artrose congênita não é apropriado e que deveria ser substituído por pseudo-artrose infantil. Essa anomalia é rara, ocorrendo em 1:140.000 nascimentos, e se torna evidente no primeiro ano de vida. Aproximadamente 50% dos casos de pseudo-artroses são devido à NF-1(21). Em geral, a pseudo-artrose está limitada a uma localização, sendo a tíbia o osso mais acometido, seguido pelo rádio e fêmur. O exame físico nos quatro membros é imprescindível para detectar a instabilidade óssea nos locais da pseudoartrose(21). O tratamento varia desde o acompanhamento
por imagem, nos casos mais brandos, até a amputação nos mais graves. Ainda o adelgaçamento da cortical óssea e a curvatura dos ossos longos são lesões ósseas displásicas que podem acometer os pacientes com NF-1. As asas do osso esfenóide também podem ser displásicas. Além disso,
eventualmente ocorrem alterações na parede da órbita e sela túrcica, resultando em exoftalmia(21).
Dentre as manifestações inespecíficas da NF-1, destacamse os deficits cognitivos, de linguagem e motores, com desordem de aprendizado, a escoliose e o aparecimento de doenças cancerosas, entre outras. A NF-1 é a doença monogênica que mais comumente causa dificuldade de aprendizagem(29).

Continue lendo

Veja uma série de 3 vídeos sobre a Neurofibromatose da Discovery Channel legendados em Português(Brasil).

Entendendo melhor a Neurofibromatose Parte 1

Entendendo melhor a Neurofibromatose Parte 2

Entendendo melhor a Neurofibromatose Parte 3

Jô Soares entrevista

Arthur Amorim 02/12/2010

Debra Duncan Show

“Reggie Bibbs & Neurofibromatosis”

Reggie Bibbs

Neurofibromatose justask Neurofibromatose doença rara: Tipo 1, Tipo 2, tratamento, sintomas

Lá fora existe um site/Blog, uma comunidade chamada JustAsk! comandada por Reggie Bibbs que aborda diretamente sobre Neurofibromatose com muita coragem e humor.

No Brasil existem sites que abordam o assunto também como por exemplo:

Centro Nacional de Neurofibromatose

Neurofibromatose Wikipedia

Assossiação de Neurofibromatose


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62 Comentários »

  1. claudia 08/11/2013 at 10:02 AM - Reply
    Na minha opinião, todos os portadores diagnosticados com a síndrome deveriam evitar ter filhos, pois é certo que toda criança herda cinquenta por cento das características dos pais. Isso seria um ato de amor e responsabilidade, transferir sofrimento não é legal.
  2. Priscila 07/11/2013 at 3:20 PM - Reply
    Olá, tenho manvhas de café com leite e aos 31 anos está aparecendo as neuros, minha ma~es tem um monte e grande gostaria de saber se em mauá ou abcd existem tratamento ou ate mesmo para retirada pelo sus.
  3. juiana 03/11/2013 at 5:26 PM - Reply
    oi tenho uma filha com neufribromadose queria saber mais dessa doenca e quais os direitos q ele tem
    • @BrunoSwell 12/11/2013 at 11:33 PM - Reply
      juiana, Leia o artigo todo por favor
  4. Daniele 01/11/2013 at 10:13 PM - Reply
    Tenho uma prima de seis anos que tem as manchas, a dermatologista falou da possibilidade de ser essa doença, no entanto não encaminhou para nenhum especialista para fazer o diagnostico preciso, ela já esta apresentando deficit de atenção na escola e seus pais são primos de primeiro grau. isso tem alguma relação com a doença? qual especialista que devemos procurar para fazer um diagnostico mais preciso?
  5. maria dos aflitos gomes da silva 30/10/2013 at 8:02 PM - Reply
    nunca vi doença tão terrivel!!!pois perdi uma prima q era portadora de NF1. foi triste o fim da mesma.passou 12 dias sem comer e beber,ñ conseguia deitar,ficou no oxigenio até morrer com crises de convulsão o carosso saiu na traqueia morreu sem respirar ñ desejo p ninguem pois fiquei com ela até o ultimo suspiro e nunca vou esquecer…
  6. elisangela dos santos 08/10/2013 at 1:54 PM - Reply
    minhas duas filhas tem essa neurofibromatose uma já operou e esta bem Graças a Deus a menor tem uma perna mais curta q a outra gostaria de saber se pode piorar e se elas tem direitos pelo inss ou pelo menos consigo receber um auxilioobrigada
  7. Hélio Fernandes da Silva 28/01/2013 at 7:17 PM - Reply
    Não tenho palavras para comentar, mas deixo o espirito de profunda solidariedade para com todos que sofrem deste mau, me compadeço e me comprometo a rezar por todos e estou a disposição para conversa, apoio.
  8. DANIELE 25/01/2013 at 3:28 PM - Reply
    Apesar da doença não ter cura, há cirurgia para retirada dos fibromas. Procurem grupos de apoio, no Rio Santa Casa de misericórdia, encontrar pessoas com o mesmo problema nos ajuda, através do diálogo à amenizar o sofrimento. Se Deus quiser vão encontrar um tratamento específico e a tão sonhada cura.
    • @BrunoSwell 28/01/2013 at 10:49 PM - Reply
      É verdade, mas depois eles voltam…
      • Jederson 21/07/2013 at 12:22 AM - Reply
        Eu tenho Neuro fibroma retirei os módulos a mais de 15 anos da face e até hoje graças a deus nenhum voltou a aparecer.Como o medico explicou ha casos que eles voltam mas tem casos que não.
  9. RENATA 10/12/2012 at 10:19 PM - Reply
    TEM UMA PESSOA NA FAMÍLIA COM A DOENÇA ,UMA CRIANÇA DE 5 ANOS ELA JÁ PERDEU O MOVIMENTO DA PERNA DIREITA E TEM CRISES DE DORES E CONVULSÕES NO BRAÇO, RSTA COM DIFICULDADES DE SICIALIZAÇÃO , ANSIEDADE, E MUITA TRISTEZA ATUALMENTE INTERNADA .GOSTARIA DE SABER DE ALGUM TRATAMENTO .BRASÍLIA DF
    • @BrunoSwell 13/12/2012 at 7:27 PM - Reply
      Renata, você deve procurar um hospital e ver para onde o médico encaminhará seu filho, sinto muito, boa sorte!
  10. erika 27/11/2012 at 7:28 AM - Reply
    oi,,nunca tinha ouvido falar dessa doença,,mas fiquei preocupada pois tenho uma mancha grande na minha perna na cor café com leite,,,mas tenho essa mancha de nascencia,,não entendi muito bem essa doença ,,mas devo me preocupar????obrigada!!!
    • @BrunoSwell 27/12/2012 at 7:28 AM - Reply
      Erika, procure um dermatologista por favor.
  11. gilci 14/10/2012 at 11:51 AM - Reply
    meu nome é gilci tenho 30 anos e tb tenho essa doença, na minha adolescencia nao sabia conviver,hj consigo, mas para arranjar namorado ta dificil,eles me olham e tem nojo dos carocinhos,mas nao ligo,pois Deus é mais.
    • @BrunoSwell 15/10/2012 at 4:41 PM - Reply
      Gilci, Procure grupos de pessoas que falem sobre isso, que dividam com você as experiências e que possam te ajudar a encontrar uma pessoa que te ame. bjo e boa sorte!
  12. MARIZILDA 31/08/2012 at 4:30 PM - Reply
    SOU PORTADORA DE NEUROFIBROMATOSE , TINA 24 ANOS QUANDO COMEÇOU A APARECER AS LESÕES NO COMEÇO FOI DIFÍCIL PRA MIM TENHO TRÉS FILHOS E TODOS TEM A MANCHA , MEU FILHO CAÇULA NÃO ACEITA MUITO BEM NÃO SINTO QUE ELE ME CULPA POR ISSO É MUITO DIFÍCIL GOSTARIA MUITO QUE NÃO QUE ELE NÃO TENHA AS LESÕES, HOJE EM DIA JA NÃO LIGO MAIS TENHO 52 ANOS AS PESSOAS ME DISCRIMINA MAS NÃO LIGO SO FICO TRISTE POR CAUSA DO MEU FILHO QUE ESTA COM 19 ANOS HOJE
    • @BrunoSwell 26/09/2012 at 4:41 AM - Reply
      MARIZILDA, isso não é sua culpa, é passado de geração para geração. Tente procurar um psicólogo e converse com ele ou até um especialista da doença que deverá saber ao certo o que deve ser feito para que seu filho entenda. Sinto muito por isso, gostaria muito de poder te ajudar diretamente. Sociedade é culpada e não você por ser ignorante a ponto de ter preconceito com uma pessoa que tem um problema que não é contagioso.
  13. clecilene araujo 29/07/2012 at 4:36 PM - Reply
    oi! sou portadora dessa doença e agora mesmo tenho vontade de morrer. não consigo me imaginar pior do q estou sinto vergonha de mim mesma e as vezes faço de conta q eu ate não existo. tenho 3 filhos e tenho mt medo do q eles podem vim a enfrentar por conta da minha doença. me ajudem to desesperada.
    • @BrunoSwell 05/08/2012 at 5:55 PM - Reply
      clecilene, procure um especialista no seu plano de saúde por favor e um psicólogo, tento imaginar tamanha dor. :(
    • WELINGTON MULLER 12/12/2012 at 1:41 PM - Reply
      o amigo gostaria de saber se vc e tem um tem ou sabe oque ter isso ? voce sabe ? amigo na verdade cuida ao da uma informaçao sobre esta doença irmaao nos que temos samos pessoa carente de informaçao ok fica na paz brother ..
      • @BrunoSwell 13/12/2012 at 3:07 PM - Reply
        Não entendi o que você quer. Desculpe.
  14. volnei 17/07/2012 at 2:52 PM - Reply
    essa doença tem cura
  15. welington 16/06/2012 at 9:19 PM - Reply
    meu none e welington eu tenho nf tambem mais a minha e menas a do que meus amigos ai o meu e tipo 1 e 2 neurofibromatose tenho poucos ematomas ja fiz varios exames tenho 10 anos que estou pelos inss mais eles nao que me aposenta creio em Deus que vou conceguir pois esta doença nao tem cura para os homem so em Deus eu creio meu emaio (muller_band@) busco por contatos para mias informaçao sobre os problemas e soluçoes ! fique na paz ;..
  16. DAMIANA VERISSIMO 25/05/2012 at 10:29 AM - Reply
    Tenho um irmao portador da doenca e gostaria de saber se ja existe algum tipo de tratamento para retarda o crescimento das glandulas?_ meu irmao gracas a Deus tem carocos pelo corpo mais nao chega a ser tao grande assim como os outros portadores,mas tambem nos deixa muito preocupados pois os medicos que tratavam dele na epoca disseram a minha mae se desce um caroco desse no cerebro dele ele ia falecer ,com isso minha mae veio a temer sempre que nasce mais um caroso.espero que vcs me deem boas noticias,desde ja agradeco o carinho bjos.
    • @BrunoSwell 14/10/2012 at 6:40 AM - Reply
      DAMIANA, você pode ler os textos aqui citados, poderá te ajudar e ver as fontes e correr atrás de uma resposta, infelizmente não posso lhe dizer grandes coisas a não ser lamentar. Desculpe.
  17. Sandra 07/05/2012 at 1:43 PM - Reply
    Boa tarde, tenho neurofibromatose tipo 1, e com minha gravidez, os nodulos subcutaneos aumentaram muito, tenho tanta duvida a respeito dessa doença, será que ela não pára? Até quando vao aparecer os nodulos? Minha filha que tem 2 anos e 1 mês como vou saber se ela tem essa doença, tem algum exame? Por favor me respondem. Estou muito aflita, talvez alguem me indique um especialista para eu ir e levar minha filha.
    • @BrunoSwell 07/05/2012 at 8:14 PM - Reply
      Sandra, estou buscando respostas via Associações de Neurofibromatose e espero lhe responder logo.

      Obrigado.

  18. Tiberio 19/04/2012 at 6:37 PM - Reply
    @bruno swell… obrigado…graças a DEUS vivo bem sim…tenho muito pouco caroços em relação aos que estou pesquisando..são mais as manchas cafe com leite…
    • @BrunoSwell 12/06/2012 at 3:23 PM - Reply
      Tiberio, e cirurgia, ja pensou em fazer para tirar os pequenos caroços? Acho que pode ser feito isso, mas pelo que parece voltam, mesmo que seja depois, acredito que melhore até a sua auto estima.
  19. Tiberio 18/04/2012 at 9:01 PM - Reply
    queria dizer q fiquei muito preocupado..impressionado….eu fui diagnosticado.,mas tenho muitas manchas café com ele e poucos caroços de “massa” o mair que tinha fiz uma cirujia tive uns 20 pontos,mas ja voltou a crescer…as outras são pequenas e fico tirando direto,,o pior mesmos são as manchas no corpo… mas agradeço por ter poucos caroços…
    • @BrunoSwell 19/04/2012 at 1:34 AM - Reply
      Tiberio,
      Espero que possa amenizar a dor que tento imaginar que sente e que consiga de alguma forma viver bem :)
      abs
  20. amanada mara 13/03/2012 at 2:22 PM - Reply
    pois é e tem muita gente que ainda reclama da aparencia e da vida que leva.
    Eu sou é muito grata a Deus pelo jeito que sou,de hoje em diante não reclamarei tanto assim da vida que tenho.

    deixo aqui um conselho: sempre tem como ficar pior, então pare de reclamar de coisa bobas pois a vida é muito mais do que um simples rosto bonito.
    Mas acima de tudo não perca a fé.

  21. Paola Mattei 08/03/2012 at 9:56 PM - Reply
    Doenças como essas e outras tão raras quanto, serve não pra que a gente olhe nosso irmão com receio, medo ou preconceito, mas pra a gente pratique o amor , e lembrar que nos os “homens” é que ditamos padrões, pra Deus não existe padrão de beleza, de cor, de nada, ele ama a tds de maneira igual, menos vaidade e cobrança ao olhar no espelho e mais amor ao próximo…Paz a tds
  22. Paula Silva 26/02/2012 at 5:33 AM - Reply
    O pior mesmo desta doença é o ENORME PRECONCEITO E TAMBÉM DESCONHECIMENTO DE MUITAS PESSOAS. iSSO FAZ COM QUE OS PORTADORES DA NEUROFIBROMATOSE SE SINTAM PIORES, TENHAM DEPRESSÕES, AGRAVANDO TALVEZ A DOENÇA.
    Para quem é portador, digo que não deve ser realmente fácil, mas vcs tem os mesmosmos direitos que todos nós: de se sujar tomando sorvete, de ir ao estádio ver seu time de coração, ganhar ou perder, de terem filhos e saudáveis, de serem, ainda sim, felizes!
    Parabéns pela força, não desanimem! SILVIA BRAGA, saiba que quando vc morrer (morte natural ou não MAS NÃO VC TIRANDO SUA VIDA, OK??), fará falta pra muitos!!! Pense nisso, em vc, em quem vc ama! NÃO DESISTA, AMIGA! FORÇA! TE QUERO VIVA E LUTANDO, APESAR DOS PRECONCEITOS…CARA FEIA…É FOMEEEEEE! Deixe falarem o que quiserem! Procure uma terapia p lhe ajudar! Beijos minha querida!!!!!!!!!!!!
    • @BrunoSwell 06/03/2012 at 4:00 AM - Reply
      Isso aí Paula, Isso aí, falou e disse! bjo e obrigado pela força com as pessoas portadoras desta doença. bjos
  23. alceu gomes 17/02/2012 at 12:45 PM - Reply
    sou postador da nf, fiz uma cirurgia para retirar um fibroma no dia 14/02/2012 e dessa vez me preocupei
    pois pendi a sensibilidade do dedo mindinho e parte motora! Essa é a quarta cirurgia que faço e tenho mais seis fibromas visíveis que terei que remover.
    A cada cirurgia fico cada vez mais preocupado!
    Que Deus nos abençoe…
    • @BrunoSwell 18/02/2012 at 1:54 AM - Reply
      Alceu gomes, converse com seu médico sobre isso, pergunte se pode retomar esta sensibilidade no seu dedo por conta da cirurgia que tirou o fibroma. Sinto muito, mas torço por todas as portadoras desta doença e inclusive você.
  24. claudemir gonçalves 16/02/2012 at 9:47 AM - Reply
    tenhu a neurofibratose ja fui num num dermatoogista mas ele disse q naum tem cura mas como a medicida ta bem e voluida keria saber se ja apareceu algum tratamento ou cura pra essa doenças
    • @BrunoSwell 18/02/2012 at 1:46 AM - Reply
      claudemir gonçalves, realmente não existe cura para a Fibromatose, siga as orientações do especialista ou do médico que lhe atendeu.
  25. ketsia 14/02/2012 at 8:17 PM - Reply
    meu pai tem a neurofibromatoze tipo 2 fez uma cirurgia a pocos dias foi dia 6 de janeiro e foi um corte bemmm grade…
    • @BrunoSwell 15/02/2012 at 9:31 PM - Reply
      Ketsia, acredito que tenha tido uma grande melhora realmente, mas pode retornar tudo de novo, infelizmente é uma doença sem cura, e em você apresentou algo? Você pode vir a ter ou não.
  26. silvia braga 12/02/2012 at 2:58 AM - Reply
    sou portadora da doença neurofibromatose se manifestou aos 20anos vivo uma vida toda isolada ate que tinha manchas e pequenos neurofibromatomas ao corpo tinha vida normal mas agora meu rosto esta todo cheio vivo cada vez mais isolada e querendo morrer e tenho muito medo de meu filho tambem poder ter
    • @BrunoSwell 13/02/2012 at 7:23 PM - Reply
      Silvia, você pode procurar um médico para amenizar isso.
  27. graziela 04/02/2012 at 11:41 PM - Reply
    meu afilhado tem neuro fibromatose, e ele so tem 2 anos fiquei desesperada com as fotos que eu vi .queria saber aonde que o tratamento e melhor. alguem me responde.
    • @BrunoSwell 05/02/2012 at 7:40 PM - Reply
      Graziela, no final deste arigo, tem links para: Centro Nacional de Neurofibromatose e para a Assossiação de Neurofibromatose, que podem te ajudar bastante, espero que te ajude bastante.
  28. ana 29/10/2011 at 5:00 PM - Reply
    meu filho tem faz tempo que nao~vou ao medico ele tem 14 anos e tem mudado o seu comportamento
    • @BrunoSwell 30/11/2011 at 1:40 PM - Reply
      Ana, procure um especialista no assunto. bjo e boa sorte!
  29. ricardo almeida 09/10/2011 at 11:21 AM - Reply
    bom dia!
    talvez minha sobrinha tenha a sindrome…
    ainda esta realizando exames, falta o principal, com o genetecista.
    ainda estou com medo e este site me ajudou bastante. obrigado.
    ricardo,
  30. rayanne 14/09/2011 at 3:40 PM - Reply
    sou portadora da neurofibromatose e perdi um filho por motivo dadoença. sera q eu posso ter outro filho?
    • @BrunoSwell 15/09/2011 at 1:27 AM - Reply
      Rayanne, eu não sou médico, mas pelo que vi no documentário do Reggie Bibbs, qualquer portador da Neurofibromatose pode ter um filho, no entanto corre o risco de também nascer com a neurofibromatose. Para melhores explicações procure um especialista na área.
  31. michele 02/09/2011 at 9:02 PM - Reply
    queria saber se estudam algum tratamento para neurofibromatose?
    • @BrunoSwell 03/09/2011 at 5:28 PM - Reply
      Michele, não entendi o que perguntou sobre o estudo de neurofibromatose.
  32. joão 29/08/2011 at 8:45 PM - Reply
    gente, meu irmão tem uma mancha na costa e desde 2010 que essa mancha não sai (ela tem a cor roxa), e em cima dessa mancha tem uma bolinha. estou começando a achar que é neurofibromatose, mas fizemos uma biopsia e o médico não disse se era neurofibromatose, e mandou passar um creme no roxo todas as noites após o banho. alguem pode me ajudar? me mandem um e-mail: email não postado
    • @BrunoSwell 30/08/2011 at 2:36 PM - Reply
      João, procure um especialista junto seu plano de saúde, procure saber se é.
  33. margarida 29/07/2011 at 9:24 PM - Reply
    sou casada com um portador da nf 1,nao tenho filho com ele,mas estamos planejando ter,estou buscando o maior numero de inf possiveis…nao quero deixar q essa doença acabe com o nosso sonho sermos pais….eu ja fui casada tenho uma filha..porem estou com essa pessoa maravilhosa q deseja ser pai….
    • @BrunoSwell 12/08/2011 at 3:38 AM - Reply
      Margarida, pelo que parece há riscos sim de ter, mas prefiro que procure um médico especializado em neurofibromatose, aí sim você poderá tirar sua dúvida. Boa sorte para vocês dois :)
  34. ELIZABETH APARECIDA DE PAIVA 18/07/2011 at 2:44 PM - Reply
    SOU PORTADORA DE NEUROFIBROMATOSE ,TENHO 36 ANOS TENHO1 FILHO COM 17 MORO NA *** edereço deletado

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