Eduardo Sterblitch, o ícone do momento
Ele é polêmico com seus personagens, extremamente inteligente, muito introspectivo, pensa super rápido, faz piadas maravilhosas, é do tipo sério e muito misterioso. Esse é o Eduardo Sterblitch, que atua no Programa Pânico na TV, da Rede TV ao Domingos, e que tive a oportunidade de conviver por um tempo.
O ícone humorístico do momento concedeu, recentemente, uma entrevista à revista Trip. Dê uma conferida:
Você escutava Queen?
Não, minha mãe ouvia no carro. Mas nunca procurei saber do Freddie Mercury, nem para compor o personagem. Foi meio por acaso. Quem deu o nome foi o Bola, do Pânico. Eu coloquei o bigode, ele riu e disse: “Olha o Freddie Mercury prateado”.
Esperava tanto sucesso?
Não espero nada da minha vida, nunca.
Você se considera um mau ator?
Me considero. Me considero não: sou um péssimo ator! É fato. Péssimo comediante e humorista.
Quais são as suas referências?
São meus mestres Beckett, Ionesco, Joyce, Duchamp… A dramaturgia pós-guerra é a minha preferida. Isso me ferra completamente, eu preferia ler outras coisas. Sou uma mistura de tudo que vi, não sou nem um pouco original.
Você é uma pessoa triste?
Muito triste. E sou feliz por ser triste, a tristeza me dá a concentração.
Mas você fica em estado depressivo?
Muito. Durmo muito pouco.
Uma metamorfose ambulante?
Eu mudo de um dia pro outro. Dou entrevista e depois me arrependo do que eu disse. Mas o ser humano que não muda de opinião é burro. Mudo de opinião toda hora.
Seus personagens têm a ver com essa metamorfose?
Talvez. Na televisão é tudo muito descartável, é cruel. Quando você manda bem num domingo, vai embora e acabou. Vai ter que se virar e fazer outra coisa na semana seguinte. É como fazer a barba. Vai ter que fazer de novo.
Assista o vídeo:

















