O carrinho de compras dos internautas brasileiros está crescendo e ficando mais diversificado. Livros, produtos tecnológicos e eletroeletrônicos ainda estão na liderança dos itens mais procurados, mas Ãcones da moda como Guess, Roberto Cavalli, Moschino, Energie e Miss Sixty começam a figurar na lista de compra dos “e-consumidores”.
E quem busca na internet esses itens de luxo tem ganhado não só comodidade, mas também descontos. Por meio de sites conhecidos como clubes de compras, os internautas estão fechando negócios por preços até 80% inferiores aos das lojas fÃsicas. “Esta semana comprei uma carteira Alexandre Hercovitch de R$ 67 por R$ 20″, diz Ana Paula Rosa Queiroz, cirurgiã-dentista de São Paulo. Ela e o marido estão cadastrados em clubes de compras. “Compro até mais de uma vez por semana”, conta.
Os clubes de compras, ou outlets virtuais, resultam da fusão do conceito de outlets ao das lojas virtuais. Eles oferecem aos internautas os produtos que não foram vendidos pelas grifes durante a estação ou nas liquidações. Para proteger as grandes marcas da popularização, o conteúdo só pode ser acessado por usuários convidados a fazer parte do ambiente. “A ideia é que as pessoas só vão convidar para a base quem acham interessante”, diz Pierre-Emmanuel Joffre, ex-executivo da LVHM e responsável, desde julho do ano passado, pelo Coquelux. Ele não revela o número de usuários cadastrados no site.
Além disso, as vendas são feitas com quantidade limitada de dias – três em média – e itens disponÃveis. O modelo aguça o interesse do comprador por uma pechincha e ajuda a preservar a exclusividade dos produtos, mesmo com descontos agressivos.
“Estoque todo mundo tem, não dá para as grifes fazerem uma programação de vendas totalmente certa”, diz Juliana Messenberg, sócia do Superexclusivo. O site trouxe o conceito para o Brasil, no fim de 2007. Para as grifes, o clube de compras funciona como uma nova forma de girar uma mercadoria que em outra situação ficaria encalhada.
“Os clubes de compra são a evolução do comércio eletrônico“, diz Paulo Humberg, empresário que já apostou em vários negócios na internet brasileira e que desde março lidera a operação local do alemão BrandsClub. Para o executivo, o negócio parece fácil, mas é “para gente capitalizada”. O BrandsClub tem planejados investimentos de US$ 15 milhões em dois anos. O objetivo é fechar 2009 com 1 milhão de cadastrados, chegando a 2 milhões no ano que vem. Hoje são 80 mil. “Quanto maior o negócio fica, maior o poder de compra’, diz Humberg.
Fonte: Globo.com
















