Web Semântica – Nova tendência Web 3.0

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Web Semântica – Nova tendência Web 3.0

A Web semântica é uma extensão da Web actual, que permitirá aos computadores e humanos trabalharem em cooperação.[1]. A Web semântica interliga significados de palavras e, neste âmbito, tem como finalidade conseguir atribuir um significado (sentido) aos conteúdos publicados na Internet de modo que seja perceptível tanto pelo humano como pelo computador.

Através de Ontologias a Web fica mais inteligente e interativa!

O que é uma ontologia?

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Uma ontologia define os termos utilizados para descrever e representar uma área de conhecimento. Ontologias são utilizadas por pessoas, bases de dados e aplicações que necessitam de partilhar informação sobre um domínio (um domínio específico é apenas uma área temática ou área do conhecimento, como medicina, construção, fabricação de ferramenta, bens imobiliários, reparação automóvel, gestão financeira, etc.).

Ontologias incluem definições de conceitos básicos no domínio e relacionamentos entre eles (notemos que, aqui e em todo o documento, a definição não é utilizada no sentido técnico entendida pelos especialistas da lógica). As ontologias codificam o conhecimento sobre um domínio e conhecimento que cobre mais do que um domínio. Desta forma, elas fazem com que esse conhecimento seja reutilizável.

A palavra ontologia tem sido usada para descrever artefactos com diferentes graus de estrutura. Estas vão desde simples taxonomias (como hierarquia Yahoo), esquemas de metadados (como o Dublin Core), até às teorias lógicas. A Web Semântica precisa de ontologias com um grau significativo de estrutura. É necessário especificar descrições para os seguintes tipos de conceitos:

● Classes (aspectos gerais) em muitos domínios de interesse
● Relações que podem existir entre coisas
● Propriedades (ou atributos) que essas coisas podem ter


As ontologias são habitualmente expressas numa linguagem baseada na lógica, detalhadas, exactas, consistentes, de modo que possam ser feitas distinções significativas entre as classes, propriedades, e as relações. Algumas ferramentas usadas em ontologia podem executar raciocínio automatizado com o recurso a ontologias, e, assim, prestar serviços avançados para aplicações ditas inteligentes, tais como: pesquisa conceitual/semântica, desempenho de ‘software agents’, de apoio à decisão, compreensão da fala e linguagem natural, do conhecimento sobre gestão, bases de dados inteligentes, e comércio electrónico…

As ontologias são figura proeminente na Web Semântica emergente como uma forma de representar a semântica dos documentos, permitindo que a semântica possa ser utilizada por aplicações web e agentes inteligentes. Ontologias podem revelar-se muito úteis para a comunidade como uma forma de estruturar e definir o significado de termos, os metadados, que são actualmente recolhidos e padronizados. Usando ontologias, as aplicações futuras podem vir a ser “inteligentes”, no sentido de que se possa trabalhar com mais precisão a um nível conceitual humano.

As ontologias são peças críticas para aplicações que pretendem pesquisar através de ou proceder à fusão de informações provenientes de diversas comunidades. Embora XML DTDs e esquemas XML sejam suficientes para a troca de dados entre as partes que tenham acordado previamente as definições, a sua falta de fiabilidade semântica impede as máquinas de realizar essa tarefa quando aparecem novos vocabulários XML. O mesmo termo pode ser usado com (por vezes subtil) significado diferente em contextos diferentes, e os diferentes termos podem ser utilizados para itens que têm o mesmo significado. RDF e RDF Schema têm vindo a começar uma abordagem a este problema, permitindo a uma semântica simples, ser associada com identificadores. Com RDF Schema, pode ser definida uma classe que pode ter várias subclasses e super classes, podendo ser definidas propriedades, que podem ter sub propriedades, domínios, e intervalos. Neste sentido, RDF Schema é uma simples linguagem ontologica. No entanto, para atingir interoperacionalidade entre numerosos, autonomamente desenvolvidos e geridos esquemas, são necessárias semânticas mais ricas. Por exemplo, RDF Schema não pode especificar que as classes Pessoa e Carro são disjuntas, ou que um quarteto de cordas tenha exactamente quatro músicos como membros.

A idéia da Web Semântica surgiu em 2001, quando Tim Berners-Lee, James Hendler e Ora Lassila publicaram um artigo na revista Scientific American, intitulado: “Web Semântica: um novo formato de conteúdo para a Web que tem significado para computadores vai iniciar uma revolução de novas possibilidades.”

O objectivo principal da Web semântica não é, pelo menos para já, treinar as máquinas para que se comportem como pessoas, mas sim desenvolver tecnologias e linguagens que tornem a informação legível para as máquinas. A finalidade passa pelo desenvolvimento de um modelo tecnológico que permita a partilha global de conhecimento assistido por máquinas (W3C 2001). A integração das linguagens ou tecnologias eXtensible Markup Language (XML), Resource Description Framework (RDF), arquiteturas de metadados, ontologias, agentes computacionais, entre outras, favorecerá o aparecimento de serviços Web que garantam a interoperabilidade e cooperação.

Ultimamente tem-se associado Web Semântica a Web 3.0, como um próximo movimento da Internet depois da Web 2.0 que já inicia seu crescimento.

1 Comentário
  • João
    06/06/2009
    Reply #18

    Muito bacana essa da Web 3.0 :D

    Abraços!
    Joao – WebDicas.org

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